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Actualizada em
14/01/14
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Violência machista agrava-se entre a gente nova

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Especial Comissom Nacional da Mulher

Abril 2011

Segundo o Instituto de Medicina Legal de Galiza (Imelga), das 1.422 denúncias por violência machista investigadas o ano passado, 57% das vítimas fôrom mulheres que nom mantenhem umha relaçom estável, 48% estavam no desemprego e 40% eram jovens de 21 a 30 anos. Aliás, cumpre acrescentar que 77% destas agressons se produziam semanalmente, sendo o maior número de vítimas, 49 concretamente, mulheres de entre 16 e 25 anos, incrementando-se este tipo de violência gerada polo Patriarcado em 14,7% nestre trecho de idade.

Este Instituto, que se encarrega de investigar entre outras cousas as causas das mortes violentas, indica-nos também que o maior número de agressores som homens de entre 26 e 35 anos, seguidos mui de perto por jovens entre 16 e 25 anos.

O mais preocupante deste estudo é que revela o que já vinhamos analisando anteriormente. É, na sua grande maioria, a juventude que representa o papel protagonista de vítima e verdugo, destroçando à sua vez o tópico, bem instaurado em parte da sociedade, de que som as mulheres que estabelecêrom "matrimónio" ou tenhem "parelha estável" as mais afetadas pola violência machista.

Através destes dados observamos que som os jovens quem maltratam as mulheres com freqüência, tenham parelha ou nom, simplesmente por serem mulheres e eles ter que exercer a sua superioridade e autoridade quando observam comportamentos que lhes molestam. Sentem-se com toda legitimidade para romper com a independência que devem ter estas jovens, de transformar a sua vida, de obrigá-las à sua submissom.

E donde procede essa legitimidade, essa segurança e superioridade? Fazendo um pequeno esforço - evitando análises superficiais e mediocres, próprias da burguesia e os seus métodos, que tentam acabar com o problema da violência sobre as mulheres mediante reformas dum sistema que permite e alimenta o machismo -, podemos chegar à conclussom de que é o Patriarcado como instituiçom e ideologia, mais forte porque vai ligado a um capitalismo que o fomenta e defende, quem tenta criar umha juventude educada na passividade, na resignaçom e no direito a exercer o machismo em todos os âmbitos da vida.

De BRIGA denunciamos a imposiçom e violência a que nos vemos submetidas as mulheres e encorajamos a juventude rebelde galega a fomentar a consciência crítica que permita aglutinar forças, romper com os valores da burguesia acadando umha ética revolucionária que nos permita acabar com o Patriarcado.

Ver também o especial: Comissom Nacional da Mulher