BRIGA, organizaçom juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
14/01/14
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Hoje é o Dia da Mulher Antimilitarista

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Especial Comissom Nacional da Mulher

Maio 2012

Este 24 de maio, Dia da Mulher Antimilitarista, as jovens organizadas em BRIGA queremos denunciar, mais um ano, a opressom que o militarismo, braço armado do capitalismo, exerce sobre os povos, a classe explorada e as mulheres, para preservar a vigência e hegemonia do atual sistema patriarco-burguês.

O militarismo, cuja consequência mais brutal se materializa nas milhares de mulheres e homens que cada dia morrem vítimas do imperialismo, configura o máximo exponente da violência machista enquanto a sua lógica se sustenta em valores intimamente ligados ao patriarcado: hierarquia, verticalismo, obediência cega, submissom, misoginia, homofobia, racismo...

Mas dita lógica militarista nom só se acha presente no seio dos próprios exércitos opressores, mas muito ao contrário, encontra-se impregnando todas as facetas da nossa sociedade: na repressom sistemática das reivindicaçons populares, na desigualdade salarial entre homens e mulheres, nas torturas policiais, nas mulheres mortas a maos de homens, na discriminaçom racial... Está definida assim por um conjunto de valores que regem e imperam na nossa quotidianeidade, ajudando a perpetuar um modelo de produçom cujos alicerces assentam na exploraçom, opressom e dominaçom das mulheres; uns valores que nos condenam à submissom e à subordinaçom respeito do homem e que como feministas conscientes devemos combater.

Neste sentido, as mulheres organizadas em BRIGA nom podemos mais que olhar com grande preocupaçom o crescente número de jovens galegas que se integra nas Forças Armadas Espanholas, sendo assim que já no passado 2010 chegavam a duplicar a quantidade de homens alistados. Longe do que nos queiram fazer crer afirmando que isto supom um passo na igualdade entre gêneros, as jovens revolucionárias devemos interpretar isto como um processo preocupante, em que as mulheres galegas, sujeito triplamente oprimido, passam a fazer parte do aparelho responsável da sua opressom como mulheres, galegas e trabalhadoras.

Num momento em que a Galiza sofre umha situaçom de desemprego estrutural e condiçons laborais cada vez mais desfavoráveis que afetam de jeito especial às mulheres jovens, levando-as a umha situaçom de desesperança ante a falta de oportunidades, a “alternativa” de integrar-se no aparelho repressivo do Estado cobra força, situaçom da que o próprio Estado tira proveito lançando campanhas de captaçom em que a “vida militar” é vendida como um “emprego” muito recomendável.

As jovens feministas nom podemos nem devemos defender a integraçom das mulheres nas estruturas responsáveis do submetimento das mesmas, dos povos e da classe trabalhadora. Rejeitamos os valores do militarismo. Rejeitamos o machismo, a homofobia, a submissom, o racismo. Rejeitamos, em definitivo, os exércitos opressores que como o espanhol submetem povos e monopolizam a violência para manter incólume a vigência do sistema patriarco-burguês.




Ver também o especial: Comissom Nacional da Mulher