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Actualizada em
14/01/14
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BRIGA ante o asssassinato da jovem Íria

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Especial Comissom Nacional da Mulher

Junho 2012

O passado 25 de junho recebíamos a terrível notícia do assassinato em Narom dumha jovem de 28 anos de idade a maos do seu ex-companheiro, que a acoitelou até que lhe causou a morte. Íria Garcia Bouça é a última vítima galega do terrorismo machista que se materializa com a máxima gravidade e as piores consequências na morte das mulheres a maos dos homens.

A morte de Íria, que já tinha denunciado o assassino em duas ocasions, exemplifica a incapacidade do sistema jurídico e político sob o que vivemos para garantir a segurança das mulheres que formulam as necessárias denúncias ao sentirem-se ameaçadas; exemplifica a necessidade de melhorar em matéria de proteçom da mulher, educaçom e prevençom deste tipo de factos; exemplifica, como enquanto continuemos a viver numha sociedade cujos cimentos assentam na opressom das mulheres, a situaçom que padecemos nom vai experimentar umha radical mudança que caminhe cara a igualdade; e exemplifica em definitivo a necessidade de derrubar um sistema em que capital e patriarcado agem de maos dadas, e como tal, nom som concebíveis um sem o outro.

É por este motivo, por esta simbiose capital-patriarcado, que nom existe vontade política real por parte dos partidos do sistema para mudar esta realidade, pois embora exteriorizem um discurso mais ou menos igualitário, acreditam e beneficiam-se dum sistema capitalista cuja existência nom seria possível sem a situaçom de opressom que padecemos as mulheres. Por isso nom podemos deixar-nos enganar e aguardar que eles sejam o motor do cámbio em rumo cara à igualdade.

As jovens organizadas em BRIGA recebemos com profunda tristeza o assassinato da jovem Íria, polo que queremos transmitir o nosso pêsame a familiares e amigas, e chamar as jovens galegas a participar nas mobilizaçons convocadas polo feminismo, pois só mediante a luita ativa e a presença nas ruas poderemos atingir sucessos.

As mulheres devemos tomar consciência de que esta realidade pode e deve ser mudada, mudança em que as jovens desempenhamos um papel fundamental, pois na nossa luita e nas nossas maos está a possibilidade de conquistar um futuro melhor, em que a opressom das mulheres nom represente mais que umha horrível lembrança do passado.

STOP TERRORISMO MACHISTA!


Ver também o especial: Comissom Nacional da Mulher