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Actualizada em
14/01/14
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Alardes burgueses entre miséria operária

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Campanha Rebelar-se no presente. Revelar o futuro.

Agosto 2012

O ex-presidente do Celta de Vigo e empresário da automoçom do sul do país, Ignacio Núñez, organiza este fim-de-semana um macroevento de elite à volta dum campeonato de mus para homens capitalistas. A cita, que alcança o seu quarto ano consecutivo de celebraçom, reúne a malta mais abastada adentro das fronteiras galegas, e nem só. Suculentos prémios para os ganhadores e, em palavras do organizador, sobre todo umha cita para o encontro e a partilhagem de projetos empresariais e vitais, ligados com algumhas das famílias mais acaudaladas da comarca e do país.

Como nos filmes e reportagens sobre o terceiro mundo que na nossa infáncia pudemos visionar ou escuitar relatados em vozes estrangeiras, agora vivemo-lo nós: a Galiza trabalhadora do sêculo XXI arrasta-se na miséria xunguida por Espanha e a UE, enquanto a burguesia se ufana no seu capital material e simbólico de arrogáncia, comodidade, luxos, excessos e, para mais, machismo: as mulheres desputarám um campeonato de basquet enquanto os seus homes competem no tapete das apostas.

Todo um equilíbrio de brutal ostentaçom sobre a débil corda do espólio das classes populares e dumha juventude que contempla os desmandes da burguesia nacional com terrível repugnáncia.

A seleta urbanizaçom de Monte Lourido no concelho de Nigrám acolherá tal ato. Os participantes, e as suas mulheres em papel secundário, nom parecem estar a viver umha época de crise. Nós, sim. Avogados de prestígio, médicos de renome, patrons do naval e da construçom, proprietários do mar, mafiosos vários... Ubaldino Rodríguez, Emilio Clavo, Bernardo Alfageme, Babé, Manuel Pozo ou Álvaro Ozores som alguns dos nomes que achega a imprensa comercial. Eles som a burguesia galega. A que sorri empoleirada e se passeia insensível sorteando-se viagens de luxo entre copas, puros e outras menudências. E também, entre gente que foça nos contentores à procura de comida, desempregad@s sem liquidez, fogares sem dinheiros para chegar a fim de mês, e milhares e milhares de jovens que abandonam este mesmo país porque, seica, estamos em crise e todos temos que "apertar-nos o cinto".

JOVEM DESEMPREGADO, PATROM COLGADO!
A CRISE DO CAPITAL, QUE A PAGUE A PATRONAL!