BRIGA, organizaçom juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
14/01/14
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UE movimenta mao de obra juvenil para o centro capitalista

imagem Novembro 2012

A rede EURES (Serviços Europeus de Emprego), gerida pola Comissom da Uniom Europeia, nom é um organismo que regale férias no estrangeiro. Fai feiras de emprego para que deixes o teu país e encontres trabalho noutro. Um fim loável. Mas na realidade, por trás do imediatismo da necessária receita para ativar a economia doméstica e a experiência profissional de milhares de jovens galeg@s, está a organizaçom do espaço económico europeu atendendo as necessidades do grande capital.

Estes dias realizou-se no ensanche compostelano um desses eventos que fam parte do que denominam Jornadas Europeias do Emprego. Uns congressos onde funcionári@s dos países mais enriquecidos da área comunitária compram mao de obra através de entidades público-privadas, agências públicas ou diretamente como comerciais de empresas privadas.

Ou, do outro ponto de vista, estas feiras som um lugar onde milhares de jovens desesperad@s procuram para já um posto de trabalho. Cada vez mais jovens. E cada vez trabalhos mais longe. Jovens procedentes de países depauperados como o nosso, cujas taxas de ganho se tenhem destinado a enriquecer a grande burguesia continental que deposita o capital em paradisos fiscais, evade impostos nos seus países ou tributa fora (em Madrid, por exemplo) e vive por riba das possibilidades do planeta e da ética. Procedentes de países onde mais dumha geraçom de trabalhadores/as tenhem contribuido para sustentar um sistema público de ensino cujos réditos vam ir ao negócio dos capitalistas do centro económico europeu.

Como sempre que denunciamos esta classe de mercadeio de mao de obra, que fai com que diariamente marchem de Galiza 70 jovens menores de 35 anos (segundo dados oficiais), sulinhamos que nom pretendemos julgar quem procura afora o que se lhe nega adentro. A juventude galega é vítima, nom responsável, dumha crise estrutural do sistema produtivo que expulsa milhares de trabalhadores/as cada ano à rua.

TRABALHO NA GALIZA, NOM EM SUÍZA!
NATIVA OU ESTRANGEIRA, A MESMA CLASSE OBREIRA!