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Actualizada em
14/01/14
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Recuperar a memória para fazer história (II): Pauline Roland

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Especial Comissom Nacional da Mulher

Dezembro 2012

Continuamos com a série de resenhas feministas com esta segunda achega de história do movimento feminista referencial para as mulheres independentistas e socialistas galegas.

Hoje cumprem-se 160 anos da morte da socialista utópica e feminista Pauline Roland, umha mulher de grande importáncia na história do feminismo e do movimento obreiro no período que vai de 1830 e 1850.

O seu inquebrável compromisso estava alimentado pola sua forte convicçom de que para conseguir umha harmonia social e libertadora era necessário rematar coa discriminaçom machista, racial e nacional, procurar a dignidade laboral e transformar as relaçons existentes entre homens e mulheres.

A mae de Pauline Roland, diretora da oficina de correios de Falaise (Calvados), nom parou até conseguir que a sua filha recebe-se umha boa educaçom. Esta educaçom fijo que Roland se familiarizasse com os trabalhos de Henri de Saint-Simon, tornando-se seguidora desta filosofia da regeneraçom social, conhecida mais tarde como socialismo utópico.

Com vinte e sete anos começou a participar na redaçom de jornais feministas como La Femme Libre ou La Tribune des Femmes. Além de compilar material historiográfico "para a educaçom de ambos sexos", também escreveu para a obra enciclopédica de corte socialista fundada por Pierre Leroux e Jean Reynaud, L'Encyclopédie nouvelle.

Apesar de acreditar numha harmonia social em que a família teria um rol privilegiado, era consciente de que o modelo de família da sua sociedade contemporánea apenas servia para minar a independência das mulheres. Assim pois, negou-se a aceitar a instuiçom da família patriarcal, daí que só admitisse unions livres nas suas relaçons afetivo-sexuais e que as suas três crianças (quatro, quando após a morte de Flora Tristán se fijo cargo da filha desta) apenas levassem o seu nome, sendo ela a encarregada de criá-las.

É com 43 anos que se dedica muito mais ativamente à luita feminista e socialista, promovendo grandes campanhas de agitaçom, entre as que se destaca a publicaçom L'Opinion des Femmes (janeiro-agosto de 1849) impulsada junto com Jeanne Deroin e Désiré Gay. Nesse mesmo ano, funda a "Associaçom do Professorado Socialista" com Deroin e Gustave Lefrançais, ressaltando a importáncia dum ensino igualitário durante um programa educativo que durasse até os dezoito anos e a necessidade de manter as mulheres ligadas ao mundo laboral.

Pouco depois, Roland desempenhou um importantíssimo papel na convocatória da "Uniom das Associaçons de Trabalhadores", sendo elegida para o comité central. Porém, esta tentativa de ressuscitar o movimento cooperativo foi proibida polo governo em abril de 1850, e Roland foi umha das 50 pessoas presas durante o mês seguinte.

Foi fortemente atacada durante o seu julgamento por ser socialista,feminista e unha "depravada" ao que Roland respondeu: "Eu protesto contra o casamento, pois, na forma como está organizado, supom a inferioridade das mulheres aos homens."

Junto com Deroin, foi presa por sete meses, até julho de 1851. Mostrando o seu valor inesgotável, Roland foi umha membra ativa da resistência parisiense ao coupd'état de dezembro e, por conseqüência, foi presa e condenada ao exilo na Argélia. Conseguiu a libertaçom antecipada graças à intercessom da escritora George Sand. No entanto, no caminho de regresso, ficou doente e morreu em Lyon o dia 15 de dezembro de 1852.


Referenciasbibliográficas:

McPhee, C. (1999): "Pauline Roldan" in Encyclopedia of 1848 Revolutions. Ohio: Ohio University. Moses, C. G. (1984): French Feminism in the Nineteenth Century. Albany: State University of New York Press.

Ver também o especial: Comissom Nacional da Mulher