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Actualizada em
14/01/14
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Recuperar a memória para fazer história (IV): Rosa Luxemburgo

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Especial Comissom Nacional da Mulher

Janeiro 2013

Dous dias após fazer-se 94 anos do seu assassinato, as jovens galegas recuperamos a figura de esta mulher, umha das mais destacadas revolucionárias a nível mundial e que sempre utilizou o socialismo científico como molde teórico em que enquadrar a sua praxe.

Nasceu em Polónia 5 de março de 1871 no seio dumha família judia. Desde mui nova conheceu em primeira pessoa a opressom exercida pola Rússia tsarista sobre Polónia e a populaçom judaica, umha circunstáncia que fijo com que nela nascesse um profundo sentimento de oposiçom às injustiças.

Com tam só 16 anos, em 1886, começou a sua militância no seio do partido revolucionário da Polónia “Proletariat”. Apesar da sua pouca idade, destaca pola sua grande inteligência e a sua imparável atividade militante. Porém, três anos mais tarde tem que fugir para a Suíça evitando assim a sua detençom.

Lá estuda na Universidade de Zurich e entra em contato com outr@s revolucionári@s exilad@s. Aprofunda os seus conhecimentos sobre economia política, mas ela nunca quijo ser umha intelectual e os seus esforços passavam por ser umha verdadeira revolucionária. Fijo parte ativa no movimento obreiro, escreveu junto com outros companheiros o jornal “A causa dos/as trabalhadores/as” e encarregava-se da sua distribuiçom também em Polónia.

Em 1893 fundou junto com Leo Jogiches o Partido Social-Democrata do Reino da Polónia (SDKP) que entrou em confronto com o Partido Socialista Polonês (PSP) por divergências à hora de priorizar a luita de classes frente a questom nacional.

Em 1897 chega a Alemanha, centro do movimento obreiro e da política mundial naquela época, onde casou para poder conseguir a nacionalidade.

Em 1898 entrou a fazer parte da ala mais para a esquerda do Partido Social-Democrata Alemám (SPD). A partir daí iniciou umha intensa vida como militante, implicando-se nas tarefas de propaganda, na educaçom de quadros, e na agitaçom, tanto através das suas palavras pronunciadas em numerosos discursos ou escritas e vários artigos sobre política e economia marxistas. Foi umha firme defensora da revoluçom frente às teorias revisionistas, como deixa de manifesto no folheto intitulado Reforma social ou revoluçom?, que a levárom a ser umha celebridade dentro do movimento obreiro.

Entre 1904 e 1906 sofreu três encarceramentos por motivos políticos, mas ainda assim, Luxemburgo continuou com a sua atividade política.

A revoluçom russa de 1905 despertou grande entusiasmo na classe obreira internacional. Luxemburgo analisou os factos, tirando interessantes liçons que apresentou à classe obreira internacional. Nos seus mítins tentava despertar a consciência e a solidariedade de classe no proletariado alemám.

Nos finais de dezembro chegou à Polónia russa para participar da revoluçom e ali foi de novo detida. Mas o seu orgulho revolucionário mantivo-se nas situaçons mais adversas e dentro dos muros da prissom seguiu comportando-se como umha luitadora da primeira fila. No mês de julho de 1906 foi libertada e marchou para a Finlándia.

Em 1907 fijo parte do V Congresso do Partido Obreiro Social-Democrata Russo em Londres, onde compartiu debates com Lenine.

Em 1913, publicou a sua obra mais importante, Acumulaçom do Capital, umha contribuçom à explicaçom económica do imperialismo.

Quando estourou a primeira guerra mundial, em 1914, os representantes da social-democracia votárom a favor dos créditos de guerra, questom que para Luxemburgo supunha umha catástrofe pessoal: o revisionismo, ao qual se opugera em todo o momento, acabava de triunfar. Rosa Luxemburgo considerava esta umha guerra imperialista entre burguesias e negava-se a que o proletariado dos diferentes países se enfrontasse para defender a burguesia.

Fundou entom com Clara Zetkin e Karl Liebknecht a liga espartaquista, grupo marxista que posteriormente se converteria no Partido Comunista da Alemanha (KPD).

Entre a sua atividade estava a publicaçom de numerosos panfletos ilegais e em 1916 foi detida de novo e passou no cárcere os seguintes dous anos e meio.

Luxemburgo recebeu com grande entusiasmo a revoluçom russa de 1917 e nom deixava de remarcar a necessidade de que houvesse revoluçons noutros países, pois achava que nom poderia haver umha revoluçom triunfante de levar-se a cabo num único país.

A finais de 1918 estoura também a revoluçom na Alemanha. Ela sai da prissom e envolve-se profundamente nesta luita apesar do seu fraco estado de saúde. Umha segunda onda revolucionária começou em janeiro de 1919, mas o líder revisionista da social-democracia, Ebert, utilizou a milícia nacionalista para sufocá-la.

Luxemburgo foi capturada dia 15 e assassinada esse mesmo dia.

Quase um século depois, o seu exemplo de luita deve ser recolhido polas jovens galegas de hoje. A sua única ambiçom foi a de preparar a revoluçom que devia deixar passo ao socialismo. A sua herança deve ser um incentivo para nom baixar os braços e nom permitir que continue a barbárie.

Bibliografia.

Cliff, T. (1959): "Rosa Luxemburgo. Esbozos biográficos", <http://marxists.catbull.com/espanol/cliff/luxemburg/rosacap1.html>

Kohan, N. (2009): "Luxemburgo, una Rosa roja para el siglo XXI", in Rebelión <http://www.rebelion.org/noticia.php?id=79253>

Lora, G. (1960): Rosa Luxemburgo, <http://www.masas.nu>

Löwy, M. (2003): "Rosa Luxemburgo: Um comunismo para o século XXI" <http://www.combate.info>

Ver também o especial: Comissom Nacional da Mulher