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Actualizada em
14/01/14
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BRIGA contesta junto com o feminismo organizado a reforma da lei do aborto

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Especial Comissom Nacional da Mulher

Dezembro 2013

Nesta sexta-feira 20 de dezembro, a anunciada reforma da lei do aborto de Gallardn era aprovada no conselho de ministros. Reformam assim umha lei deficiente, para convert-la ainda na mxima expressom legislativa da tutelagem e submissom dos nossos corpos.

Esta reforma remete-nos para h mais de 30 anos, pois a lei que estivo vigente de 1985 a 2010, na qual se penalizava o aborto, admitia um suposto mais que nom contempla a reforma de Gallardn, a possibilidade de interromper o desenvolvimento dum feto que apresenta graves malformaons; polo que temos que acrescentar mais um ponto de crueldade a esta reforma. Estamos, pois, ante umha lei que nos condena as mulheres a ser submetidas a prticas sanitrias inseguras que ponhem em perigo a nossa vida, que nos obriga a passar por um processo de gestaom nom desejado com todas as conseqncias fsicas e psicolgicas que isso implica, que sentencia progenitoras/-es e crianas a sofrimentos inanes e desnecessrios.

Esta "Lei de proteom da vida do concebido e os direitos da mulher grvida" insultante desde as primeiras palavras que conformam o seu ttulo. Nom protege vidas nem direitos, senom que provocar mortes e danos, e assim se quijo denunciar saindo s ruas poucas horas aps a sua aprovaom, secundando a convocatria realizada pola Plataforma Galega polo Direito ao Aborto.

Os nossos corpos som nossos; nem os polticos podem legislar sobre eles, nem os curas impor as suas morais, nem os empresrios convert-los numha mercadoria mais. Nom imos permitir que os avanos conseguidos aps dcadas de luita feminista sigam retrocendo. Nengumha agressom sem resposta!


Ver tambm o especial: Comissom Nacional da Mulher