BRIGA, organizaçom juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
14/01/14
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Constituiu-se em Compostela Plataforma contra a criminalizaçom da juventude

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Especial Ser jovem nom é delito

Novembro de 2006


Em resposta à Ordenança de Resíduos e Limpeza Viária aprovada polo Concelho de Compostela o passado mês de Setembro, vem de constituir-se a Plataforma contra a criminalizaçom da juventude. Desta Plataforma fam parte além de BRIGA, AGIR, XA (Xuntança Antiprohibicionista) e Galiza Nova, ainda que segue aberta a entrada de novos colectivos e organizaçons.

Durante as próximas semanas a Plataforma tem previsto desenvolver umha intensa actividade contra a Ordenança, que tem como principal objectivo proibir a prática do botelhom na cidade, e que alarga e aperfeiçoa o recorte de direitos que sofremos @s jovens.

A seguir reproducimos o manifesto feito público pola Plataforma e que está a distribuir-se estes dias em Compostela,

O passado mês de Setembro o Pleno Municipal de Compostela aprovava a chamada Ordenança de Resíduos e Limpeza Viária, que tem como principal objectivo erradicar o botelhom da cidade estabelecendo quantiosas multas pola sua prática.

Apesar de que a Ordenança nom entrará em vigor até dentro dumhas semanas, o Concelho já ensaia em Compostela a sua aplicaçom. Desde primeiros do mês de Outubro dezenas de polícias uniformados e à paisana ocupam a cidade cada fim de semana, intimidando à mocidade e praticando identificaçons e cacheios arbitrários.

Ante isto as organizaçons e colectivos que componhem a Plataforma contra a criminalizaçom da juventude manifestamos,

- A nossa frontal oposiçom à Ordenança municipal que supom um novo recurte dos já de por si raquíticos direitos d@s jovens e aperfeiçoa o controlo social nas ruas e praças da cidade.

- A aprovaçom da Ordenança culmina meses de intoxicaçom por parte dos médios de comunicaçom, principalmente El Correo Gallego e em menor medida La Voz de Galicia, que lançarom umha intensa campanha para criminalizar os espaços de lazer d@s jovens, concretamente do botelhom.

- Mais umha vez @s jovens fumos excluid@s dum debate do que somos @s principais protagonistas. Pola contra em vez de abrir umha mesa de dialogo entre os colectivos implicados, o debate ficou reducido aos meios de comunicaçom e a declaraçons nestes dos representantes institucionais do Concelho de Santiago de Compostela.

- Nem aos médios de comunicaçom que criminalizam à prática do botelhom nem aos partidos que aprovarom a Ordenança lhes importa a saude da juventude. Para eles a saude pública é só umha oportuna coartada. Que a campanha contra o botelhom nom qüestione os ingentes benefícios que tira o Estado da distribuiçom das drogas legais, tais como o alcol ou o tabaco, assim o demonstram.

- Nom é de recibo que o botelhom, fenómeno amplamente extendido entre @s jovens em Compostela, seja abordado no marco dumha Ordenança para a regulaçom da limpeza e da recolhida dos resíduos na cidade. Esto demonstra o pouco interese dos partidos representados no Concelho de Compostela pol@s jovens.

- Com a aprovaçom da Ordenança, o Concelho de Compostela recolhe o testemunho da Lei do Botelhom aprovada às portas das últimas eleiçons municipais. Ante a impossibilidade de solucionar os problemas reais que sofremos @s jovens, tais como as dificuldades para aceder a umha vivenda digna, as altas taxas de precariedade que sofremos no ámbito laboral ou o depauperado ensino público, inventa problemas, neste caso o botelhom, criando umha cortina de fumo que oculte a sua incopetência e a miséria estrutural à que a mocidade está condenada.

É hora de passar à acçom e dar umha resposta contundente. A Ordenança, camuflada como norma para a regulaçom da limpeza viária, agocha um plano repressivo que tem como objectivo sacar à mocidade da rua, endurecendo o controlo policial e alargando o contínuo recorte dos direitos que pratica este Concelho, inimigo declarado da liberdade de expressom.

Compostela, Novembro de 2006

Ver também o especial: Ser jovem nom é delito