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Actualizada em
14/01/14
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25 de Novembro: Rompe com o machismo!

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Novembro de 2006

O assassinato de mulheres a maos de homens como última expressom da dominaçom patriarcal, tem-se convertido numha situaçom tam habitual que já quase nem escandaliza. As contínuas notícias que nos mostram os meios de comunicaçom é só um pequeno sinal do progresso da violência que encontramos no dia-a-dia da vida de cada mulher.

Os maus tratos, e mais os que culminam na morte, som a consequência mais negra da dominaçom, opressom e exploraçom patriarcal que as mulheres sofremos no sistema capitalista.

Além disto, a violência machista tem idade, ocupaçons e relaçons sociais. Manifesta-se de diversas formas normalizadas dependendo de quais forem as características das mulheres sobre as quais exerce a sua força. O ensino, a educaçom, as condiçons laborais, e sobretodo os estereótipos físicos e psicológicos que nos marca a própria sociedade como condiçom imprescindível para atingirmos objectivos sociais, som os elementos que desde sempre utilizou o capitalismo como meio de opressom e dominaçom das mulheres novas.

As mulheres de entre 16 e 29 anos atingimos quotas de temporalidade nos contratos laborais de mais de 60%, 3 pontos acima dos homens, e a taxa de desemprego excede 30%. Entretanto somos escravas do físico que nos marcam os cánones de beleza da sociedade capitalista, sendo por este pólo que se rege a última palavra para conseguirmos um contrato laboral.

Este estereótipo físico e psicológico que a sociedade do século XXI estabelece como base para o perfeito desenvolvimento da nossa vida quotidiana, é o que influi em cada um dos aspectos a desenvolver em idades tam difíceis como a adolescência. O aspecto físico das moças será o que favoreça umhas relaçons sociais mais fluídas, umha vida sexual mais ou menos fácil, um posto de trabalho mais digno dentro dos ofertados à mocidade, e sobretodo é o próprio estereótipo físico que determina a nossa própria saúde física e psicológica.

Os media, em especial a TV e as revistas destinadas à mocidade, som as encarregadas de marcarem o modelo a seguir. As lojas de roupa juvenil, como o grupo ZARA-Inditex, Mango, etc, colocam um tope aos tamanhos que as moças devemos atingir, ficando fora umha alta percentagem de jovens que nom encaixam dentro dos parámetros que marca esta moda.

Mas para este elevado número de mulheres que nom encaixam no perfil físico exigido para triunfar socialmente existem as empresas como Corporación Dermoestética que aproveitam um problema social para o seu enriquecimento e oferecem pseudo-soluçons a base de sala de cirurgia e risco de morte.

Isto tem consequências. Entre 0,5 e 1% das moças galegas padecem anorexia e entre 1 e 3% som bulímicas. Um dos principais factores psicológicos que dam pé à apariçom destas doenças é o descontentamento com o corpo delas por nom ser como o que nos mostram na TV. Além destes arrepiantes dados, um muito pior: já fôrom detectados na Galiza casos de meninas anoréxicas de 9 anos.

A era da imagem está em pleno auge. As mulheres estamos condicionadas polos meios, por imagens esterotípicas quase sempre destinadas a cumprirem os caprichos sexuais dos homens. Aturamos em todos os ámbitos que os homens tenham o direito a julgarem o nosso físico, a nos tocarem em contra da nossa vontade, a nos desprezarem e a serem donos de nós, da nossa imagem chegando a casos de agressons físicas e inclusive à morte.

Todo é violência. Todo é um processo de educaçom para nos ensinarem que nom somos nós quem mandamos nem tam sequer em nós próprias. Todo é denunciável.

E esta situaçom nom é mais que o fruto da desigualdade, da subordinaçom e da opressom à qual nos vemos submetidas as mulheres nesta sociedade; opressom que sofremos em todos os campos e que nom se pode ver soterrada por baixo da falsa consciência de que as mulheres estamos a tocar com a ponta dos dedos a nossa libertaçom. No trabalho, nos salários, na educaçom, na sexualidade, na casa, na rua,... continuamos a ser marginadas.

Perante isto continuaremos a luitar na nossa vida diária contra todo o tipo de opressom machista, já for na publicidade, na linguagem, na sexualidade, na diferença salarial ou no ensino.

De BRIGA chamamos a converter cada dia num dia de luita e combate contra a violência machista.