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Actualizada em
14/01/14
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Reflexons sobre alternativas de ócio juvenil em Ponte Vedra no III Foro de Rebeliom

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Abril de 2007

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A sexta-feira passada tivo lugar no Centro Social Revira a palestra já anunciada anteriormente neste web, na que se abordou com diferentes pontos de vista o panorama do lazer em Ponte Vedra e o estado do tecido associativo nesta cidade.

Após umha breve introduçom, iniciou a mesa-redonda Alberto Angulo, membro do Colectivo Painkiller, associaçom de jovens comprometid@s com a difusom da música (em concreto o metal em sentido amplo) a través da organizaçom de eventos musicais de diverso tipo, tais como concertos de bandas nóveis, disco-móveis de metal na rua, jornadas de jogos (trivial-rock), festas em locais, etc. Criticou a falta de locais de ensaio para grupos e bandas, pondo de manifesto as grandes dificuldades que tivo o colectivo, suportando trabas continuas por parte do Concelho sempre que a actividade proposta pola associaçom nom puidesse ser rendabilizada e deglutida por um programa municipal.

Por outra banda insistiu na importáncia da organizaçom d@s jovens e a necessidade de fomento do associacionismo, ao mesmo tempo que denunciou os recurtes continuos do orçamento municipal destinado a juventude e a penetraçom empresarial e do capital privado nas actividades deste tipo organizadas desde a concelharia (caso de Coca-Cola e Renfe, empresas colaboradoras no programa municipal de ócio juvenil Noites Abertas).

Javier Camba, membro do clube de rol Tuata dé Danann, abordou a sua ponhência explicando o que é um jogo de rol: Desenvolver umha história interpretando a umha pessoa que nom és tu sem recorrer a um guiom, numha modalidade de teatro livre. Assinalou as vantagens de socializaçom que possuem este tipo de jogos, os quais se adaptam às pessoas que participam, constituindo um modo de relaçom social alternativo às pautas de ócio consumistas e alienantes, um jogo criativo e em boa medida também formativo, com umha mui baixa rendabilidade comercial (um só livro de rol permite infinitas partidas para muitas pessoas).

A multiplicidade de situaçons, enquadres históricos, guiom principal, e pessoagens a empregar é tam ampla como a imaginaçom d@s jogadores/as. A importáncia destes jogos radica em que a história nom está fechada nem predeterminada, mas depende da acçom d@s jogadores/as implicad@s, tendo umha grande componhente de criaçom colectiva. Ao mesmo tempo, a diversidade de pessoagens a interpretar som um grande contraponto à uniformizaçom social característica dos nossos dias, entendendo motivaçons e razons para pessoas e colectivos que mui a miúdo som directamente demonizadas.

Em terceiro lugar tomou a palavra Héitor Fernandes, de Siareir@s Galeg@s, que após realizar um pequeno repasso da trajectória histórica desta organizaçom social que reivindica a formaçom de equipas nacionais de desportos, e que atingiu um passo importante com o jogo da selecçom galega contra Uruguai há dous anos. Logo passou à actividade realizada por Siareir@s na comarca de Ponte Vedra, em concreto as jornadas organizadas recentemente nessa cidade. Também reivindicou o carácter político das mobilizaçons e actividades no futebol e no desporto em geral, que deve ser empregado como escaparate dos conflictos sociais e nacionáis, subvertendo os cámpos de jogo dum ámbito alienante a um outro reivindicativo. Finalmente, também denunciou a criminalizaçom das claques, que soem ser objecto de campanhas mediáticas com objectivos caricaturizadores e demonizadores.

Por último, Domingos Antom Garcia centrou a sua aportaçom à mesa-redonda numha reflexom sobre o ócio, o prazer e a alienaçom, à roda de vários pontos como a cultura popular e a das elites, diferentes teses sobre o desporto, relaçons com o ecologismo, etc. Mais polo miúdo, analisou o ócio como veículo para a privatizaçom do lazer e a anulaçom das massas, o emprego do futebol como desporto-espectáculo, afastando-o do desporto de base e empregando-o como mais umha mercadoria, e a necessidade dum ócio alternativo, popular, criativo e de massas que combata a alienaçom, e espanholizaçom e o anestesiamento d@s trabalhadoras/es e em especial da juventude.

Posteriormente abriu-se um longo debate, centrado especialmente no tecido associativo e nas diferentes dimensos do facto desportivo, assim como na falta de infraestruturas públicas para realizar actividade física na cidade, etc.

No sucessivo, BRIGA continuará a organizar mais encontros de debate sobre diferentes temas de actualidade e importáncia para @s jovens.