BRIGA, organizaçom juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
14/01/14
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As forças da direita local de Ponte Vedra iniciam cruzada contra BRIGA

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Março de 2005

Durante os últimos meses, jornais como La Voz de Galicia ou o Diario de Pontevedra informavam dos "actos vandálicos" que se realizárom nos últimos meses em muros da cidade, afeiando a urbe e violando as normas de comportamento cívico, em palavras dos vereadores do PP. Recentemente, este partido da direita espanhola apresentou umha bateria de medidas para "acabar com a actividade d@s gamberr@s".

O Partido Popular aproveitou a conjuntura para demonstrar-nos que bem podem estar condenando a juventude da comarca à sinistralidade , à contrataçom submergida, à incerteza laboral permanente; que o único que lhes importara é que um muro tenha ou nom pintura de mais, ou mais bem, pintura subversiva. Parece que muitas conceiçons políticas nom mudárom tanto desde a ditadura, sendo esta posiçom muito mais própria do franquismo que da cacarejada democracia actual.

Ao carro da direita espanholista subiu-se a associaçom vizinhal Boa Vila de Campolongo, área residencial conhecida por ser o feudo de retiro do corpo militar da cidade, assim como da burguesia pontevedresa mais reaccionária. Além de concordar com as medidas propostas polo PP, pedem mais presença policial nas ruas da cidade. Semelha que este grupo de vizinh@s pensa que silenciar as protestas da mocidade a golpe de repressom policial é o caminho para que Ponte Vedra siga a ser "boa vila".

É evidente que o que estamos a enfrontar nom é simplesmente um problema de quatro moç@s aborrecid@s que saim de copas com um spray no peto, mas um conflito em que se trata de repremer a liberdade de expressom, de matar a capacidade de denúncia que nom siga uns cánones impostos desde o Concelho, a Junta ou o Estado espanhol. A mocidade de BRIGA nom está a disposta a jogar ao bom cidadao enquanto nos vemos abocad@s à precariedade e à insegurança laboral, enquanto no Concelho debatem propostas que nom solucionam a nossa situaçom, enquanto o nosso futuro se vê cada vez mais restrito, sem espaços próprios agás os que nos marcam desde fora.

BRIGA quer manifestar que considera as pintadas um meio de expressom legítimo e perfectamente utilizável na sua actividade política, que só fere a sensibilidade de aqueles que vem perigo nos actos contestatários, que vivem como violaçons da ordem cívica as denúncias sociais, mentres a nossa realidade laboral é considerada como um mal necessário no melhor dos casos, parte do lugar que nos corresponde por desígnio divino.

A organizaçom quer transmitir aos meios de comunicaçom que nom pensa abandonar a sua actividade política por muitas pressons que receba, forem estas do Concelho, de partidos nostálgicos do franquismo ou de associaçons de vizinh@s adscritos à direita.