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Actualizada em
14/01/14
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FMI e Banca espanhola reconhecem gravidade da crise estrutural

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Campanha Tempo de crise, tempo de luita

Março de 2009

Teses do III Congresso Nacional

O capitalismo continua a devorar-se a si próprio, e incluso os seus máximos representantes botam as maos à cabeça ante a profundidade ainda insodável da crise sistémica actualmente em desenvolvimento. Em palavras de Dominique Strauss Kahn, director gerente do FMI, a actual situaçom económica mundial é “extremadamente grave”, prognosticando umha “recessom global” e advertindo do “perigo de distúrbios sociais que ameacem às democracias e degenerem em conflitos”.

A incapacidade manifesta dos amos do planeta para disfarçar a queda do castelo de naipes da especulaçom financieira, do imperialismo militar, da exploraçom internacional, da grave crise alimentar, tecnológica, energética e outras provocadas polo capitalismo levou aos seus instrumentos mais poderosos a reconhecer a sua existência, e os seus primeiros e demoledores impactos. Nem o FMI, órgao responsável das políticas de espólio económico e subdesenvolvimento planejado tenta já negar o que é umha evidência: A crise tem umhas características, alcanço e força destrutiva que ainda nom se dérom antes na história do sistema capitalista nem em toda a história da humanidade, polo que as suas conseqüências a longo praço som totalmente impredecíveis a dia de hoje.

Ao mesmo tempo, Strauss alerta dum dos maiores medos da burguesia: O horizonte de luitas que esta crise abre, ao deixar ao léu o extremadamente irracional e despiadado do Capital, e sobretodo a tentativa do empresariado e a banca de manter o seu obsceno nível de vida à costa da maioria da humanidade. A prepotência dos directivos de AIG, entre os que se repartirom mais de 165 milhons de dólares públicos concedidos polo governo de EUA, é só um exemplo do que está acontecendo em todo o mundo, também na Galiza. Os estados das democracias ocidentais estám a pagar-lhe a manutençom de privilégios à burguesia ante a olhadela atónita da classe obreira. Strauss é consciente de que este pasmo pode transformar-se com a mesma rapidez em raiva social e procura de alternativas ao capitalismo, e nesse sentido vam as suas declaraçons de temor.

Ao mesmo tempo, o estado espanhol com o PSOE à cabeça já proclamou a sua obediência aos ditados do Capital na reuniom do G20 em Novembro de 2008 em Washington. Reforçar o mercado financieiro (é dizer, injecçons de activos comprados com cartos públicos para resgatar especuladores), e evitar qualquer tipo de proteccionismo (continuar com o neoliberalismo que provocou a crise). A Associaçom Espanhola da Banca (AEB) pronunciou-se também, reconhecendo a gravidade da situaçom e o endividamento e dependência insalvável da economia espanhola respeito da europeia e estado-unidense (cuja banca perdeu o 35% do seu valor em quatro meses).

Por enquanto, as cifras oficiais de paro na Galiza (nas que se escamoteam miles de parad@s que nom figuram) chegárom aos 206.570 em Fevereiro, fruto dos ERES que se propagam como um rego de pólvora por todo o País. Ao mesmo tempo, os furtos e roubos de comida proliferam da mao do acrescentamento da pobreza e da falta de trabalho, assim como a elevaçom do número de mulheres que se prostituem, a exclusom social e a drogadiçom de massas copada polas farmacéuticas (os ansiolíticos som já o segundo fármaco mais receitado no nosso país). O conflito está assegurado, e a juventude trabalhadora organizada em BRIGA tem elegido já o bando: De lado da maioria social vítima da crise, e contra os beneficiários e o sistema que a provocárom.

Ver também a campanha: Tempo de crise, tempo de luita