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Actualizada em
14/01/14
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Propaganda integrista, fora da Galiza. Aborto livre!

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Campanha Quem cho impede? Liberdade sexual, o nosso direito

Especial Comissom Nacional da Mulher

Maio de 2009

Desde o 20 at o 28 de Maio o autocarro da misgina associaom antiabortista Direito a Viver percorrer um bom nmero de cidades galegas na procura de assinaturas em apoio ao seu integrismo. Ante tam indesejada visita e as continuas campanhas fundamentalistas as jovens de BRIGA fazemos um chamado a respostar na rua a esta nova provocaom ao feminismo de classe e manifestamos:

1. As campanhas antiabortistas da Conferncia Episcopal, do Foro Espanhol da Famlia, o de Direito a Viver ou a Declaraom de Madrid assinada por fundamentalistas intelectuais catlicos (muitos professores nas universidade galegas) evidenciam a preocupante situaom dos direitos sexuais das mulheres.

2. O direito vida que dim defender acolhe-se ao intencionadamente ambiguo art. 15 da Constituiom Espanhola (a reivindicaom sobre o direito a abortar evidentemente existia no momendo da sua redacom) deixando espao livre interpretaom d@ legislador/a ou juiz/a um elemento chave da vida das mulheres e desouvindo-se as nossas prprias decisons.

3. Somos conscientes que nos estados burgueses em geral, e no Estado Espanhol em particular, o Direito umha matria criada desde e para o patriarcado e que as implicaons religiosas dos actores no mbito jurdico espanhol som umha constante em todo o que tenha a ver com a sexualidade das mulheres. Com o qual, qualquer avano real neste assunto implicaria depurar aos aclitos da Igreja Catlica ancorados nos diversos rgaos de decisom jurdica.

4. As leis que pretende impulsionar o PSOE nom protegem o direito fundamental da autodeterminaom sobre os nossos corpos. Mais umha vez repetimos que a nica lei possvel para umha feminista aquela que recolhe a decisom pessoal como causa exclusiva para abortar, onde se proiba a objecom de conscincia do pessoal sanitrio antiabortista, na que se garanta a privacidade e na que todas tenhamos igualdade de condions ou o que o mesmo, que tenhamos direito e fcil acesso a um aborto livre e gratuto na sanidade pblica ainda que vivamos na aldeia mais remota da Galiza.

5. As jovens trabalhadoras galegas queremos viver umha sexualidade desprovista da carga patriarcal do reprodutivismo. Nengm anticonceptivo tem umha eficcia do 100%, a possibilidade de abortar polo tanto obrigada, s aqueles que vm na mulher um objeto domstico adicado ao cuidado da tam admirada instituiom patriarco-burguesa da familia podem obviar esta realidade e condenar-nos a ser maes contra a nossa vontade.

6. Nom temos por que justificar-nos ante o seu discurso com o muito que sofrimos e padecemos por decidir abortar e pola contra sim temos que assinalar aos responsveis desse sndrome post-aborto do que tanto falam, que nom som outros que os propagadores da repressiva moral catlica que durante sculos perseguirom as mulheres livres.

7. Por ltimo, a respeito da polmica surgida porque as jovens de 16 anos podamos abortar sem consentimento da mae e do pai, BRIGA quer lembrar que a esta idade temos direito legal a decidir sobre qualquer outra intervenom mdica sobre o nosso corpo, a trabalhar em postos de alto risco ou a doar rgaos. Os moralistas escandalizados defensores da ordem social e da famlia nom deixam de ser os mesmos hipcritas que fam campanhas de apoio a umha durssima lei de menores que permite que os carceleiros tenham carta branca e impunidade judiciria para agredi-los fisicamente nos centros de internamento , o que nom mais do que umha legalizaom da tortura pola porta de atrs.

Aborto livre e gratuto!!
Avante a luita feminista!!

Ver tambm o especial: Comissom Nacional da Mulher