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Actualizada em
14/01/14
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Acçom feminista em Compostela polo direito ao aborto

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Campanha Quem cho impede? Liberdade sexual, o nosso direito

Especial Comissom Nacional da Mulher

Maio de 2009

Hoje às 12h00 na Alameda um centenar de mulheres concentravam-se para contestar as campanhas machistas e retrógradas que as mulheres estamos a suportar arredor do debate do nosso direito ao aborto. Campanhas que pretendem a seguir negando a mulher o direito mais fundamental e óbvio de todos, o direito a ser donas de nós mesmas, de ser donas dos nossos corpos. É contra todo isto, polo que hoje sacamos as ruas de Compostela umha outra vez a cor lilas com legendas como “aborto livre e gratuíto”, “a maternidade é umha elecçom, o aborto também”, "direito a decider”...

Desconhecemos se por covardia ou aussência de argumentaçons com as que contestar ao numeroso grupo de mulheres que hoje aguardava ao autocarro da organizaçom fundamentalista e misógina DaV em Compostela, mas o caso e que nom se atreverom a aparecer. Foi assim como inda que os covardes opusinos, nom derom a cara, nós levamos umha das reivindicaçons históricas do feminismo à rua e alçamos a nossa voz com um acto simbólico no recebimento da volta ciclista.

Apesar das intençons da organizaçom de evita-lo, umha gram massa de mulheres gritávamos as nossas consignas e mostravamos o nosso ánimo de luita, para acadar passo a passo a nossa soberania.

A seguir reproduzimos o comunicado feito público polo grupo de mulheres,

Pola soberania sobre o nosso corpo: nós parimos, nós decidimos! Aborto livre e gratuito!

Umha outra vez as mulheres nos vemos obrigadas à sair à rua para reclamar públicamente um direito tam obvio como o de decissom e soberania sobre os nossos própios corpos. Assim valoramos que a interrupçom voluntária da gravidez constitui a decissom consciente dumha mulher de impedir o processo de gestaçom do feto, reclamamos aborto livre e gratuito, sendo pleno direito das mulheres a ser donas do seu corpo libertando-se de imposiçons externas e dotando-nos da possibilidade de viver a sexualidade desprovista da carga patriarcal do reprodutivismo.

Por se fosse pouco o insulto à intengência das mulheres lanzado pola Conferência Episcopal com a Campanha “Protege a sua vida!”, em estos dias as mulheres temos que soportar que a organizaçom DaV (derecho a vivir) esteja a percorrer as cidades da Galiza intentando extender as suas mentiras, como que o aborto é a morte de um ser vivo assim como sufrimento para as mulheres que o practicam.

Nós nos deixa indiferentes como esta organizaçom ponha tantos esforços em defender os direitos dos nom-natos mas despoxe as mulheres dos seus direitos mais básicos como ser donas das suas próprias decisons.

Evidentemente que umha mulher vai sufrir ao abortar, pola criminalizaçom que vai sufrir socialmente assim como o complicado da situaçom de ter que enfrontar-te à objecçom de conciência de certo pessoal sanitário tendo que acudir seguramente à rede privada. Assim no direito ao aborto também se manifesta a divissom classista da sociedade: as mulheres com meios económicos podem abortar em clínicas privadas e as mulheres que careçam de eles teram que arriscar mais.

Além, temos que ser consciêntes de que em muitas ocassons nom é dificil chegar a toma de esta decissom já que nem todas as raparigas tenhem toda a informaçom necessária para poder disfrutar da sua sexualidade sem riscos nem todas as mulheres tenhem ao seu dispor os meios necessários para decidir livremente sobre a sua maternidade.

Mas as mulheres nom vamos calar mentres nos expropiam os nossos corpos, cada passo na liberdade ganhada para o corpo das mulheres e para a sua autodeterminaçom é um sucesso arrincado das fauces reaccionárias do OPUS e da jeraquía da igrexa católica. Porque a sexualidade nom é sinónimo de maternidade. Aborto livre e gratuíto!

Fora os rosários dos nossos ovários!
Fora DaV das nossas ruas!
Avante a luita feminista!

Ver também o especial: Comissom Nacional da Mulher