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Actualizada em
14/01/14
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Repartos de FAQ sobre sexualidade em Ponte Vedra

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Campanha Quem cho impede? Liberdade sexual, o nosso direito

Junho de 2009

O Grupo de Base de BRIGA em Ponte Vedra comeou j o reparto de FAQ sobre sexualidade e condons na zona do botelhom do Recinto Feiral lugar de reuniom de centos de jovens da comarca. A iniciativa enquadra-se na aposta da organizaom para conseguir umha sexualidade livre desprovista da moralidade catlica e saudvel.

@s adolescentes som o sector com maior risco de contraer DST alm de ser o grupo que maior hospitalizaons est a sofrer. Sem embargo, a preocupaom juvenil sobre as DTS relativamente baixa. Sfile, clamidiase, gonorreia, herpes genital, condiloma, triconomiase, VPH... O contgio da ltima aumenta cada dia silenciosamente, cada ano morrem 50 mulheres galegas polo vrus do papiloma humano e 150 mulheres padecem cancro de colo de tero pola sua causa, ao nom se produzirem sntomas nas suas primeiras fases provoca que a pessoa infectada contagie a muitas outras antes de ser-lhe diagnosticada a DST.

Longe de acreditar na anlise moralista e ver na promiscuidade sexual o factor de contgio Briga entende que o necessrio um abordamento srio em formaom que assinale a responsabilidade da repressiva sexualidade machista, que informe dos riscos e facilite o acesso a condons femininos e masculinos levando o reparto as zonas de concentraom de juventude.

A seguir disponibilizamos o contedo do FAQ distribudo:

Quem entendemos por sexualidade?
A sexualidade um mecanismo biolgico que fai acompanhar de prazer s prticas reprodutivas das especies animais superiores; nos degraus mais elevados da evolucom essas prticas prazenteiras se podem desligar totalmente do acto reproductivo convertendo-se em ferramentas de relaom social ou simples fonte de gozo, individual ou compartilhado. Da sexualidade em abstracto passamos pois s sexualides, ou ao modo em que as pessoas gozamos do prazer associado ao sexo de jeito concreto.

O qu a Moral Sexual
A moral sexual podemos defiini-la como o conjunto de crenas e valores associados s prcticas sexuais, prprios dumha sociedade determinada, polo que obedecer ideologia concreta que domine o sistema social, nom ser a mesma em todo o tempo, nem em todo lugar nem para todas as pessoas.

A moral sexual aceitada como normal na Galiza actual, vem da mao da Igreja Catlica, caracteriza-se esta, por umha elevada repressom de toda a sexualidade nom cingida ao mero acompanhemento da actividade reproductiva; assim, o uso de anticonceptivos, a masturbaom, a homossexualidade, bissexualidade ou o sexo fora da relaom matrimonial som consideradas prticas pecaminosas dende esta instituom, que dende os seus origens actua como legitimidora e perpetuadora do sistema machista e heterossexista dominante.

Existem diferencias na vivncia das sexualidades entre mulheres e homens?
Sem entrarmos nos aspeitos biolgicos, podemos assegurar que sim h grandes diferencias criadas por este sistema socio-econmico que tambm precisa do controlo dos comportamentos sexuais para se perpetuar.

O sistema patriarco-burgs, baseado na exploraom da mulher sob o homem e da classe trabalhadora sob a burguesia, inclue a exploraom sexual das mulheres. O facto de ser o sexo um negocio encaminhado exclusivamente face o desfrute do homem, a combinaom com a nom-educaom da familia, escola e mass-media, que dende a primeira infancia inculca valores e roles de gnero machistas, e baseados na repressiva moral catlica criam jovens com medos e auto-censurad@s, com especial relevncia no casso das mulheres. Alguns exemplos disto: a pornografia, onde domina o submetimento da mulher e a violncia simblica, o falocentrismo, o remate da relaom sexual com o orgasmo do homem...

Ficar gravida o pior que me pode passar...
esta umha crena erronea muito extendida, mas o certo que as Doenas Sexualmente Transmissveis som muito mais comuns do que se pensa, h que empregar metodos de protecom e de contracepom correctamente, como o perservativo, que nos protegerm tanto das gravideces nom desejadas como de doenas como VIH-SIDA, hepatite, sfile, gonorreia, papiloma vrico, etc.

Pr os cornos est mal...?
O conceito dos cornos e do adlutrio deriva directamente da moral impostal pola igreja catlica que estabelece como nico modelo aceitado o casal heterossexual com umha nica parelha durante toda a vida.

Cada pessoa deve ser livre de decidir que tipo de relaom quer manter com outra ou, outras pessoas, sempre que todos os invidiudos implicados sejam conscientes do modelo de relaom acordado, e assim o desejem em condions de plena igualdade e liverdade. Nenghumha prtica sexual dever ser censurada de terem lugar estas condions fundamentais.

Por que fundamental para a esquerda independentista a preocupaom pola emancipaom e a liberdade sexual?
A sexualidade parte central das necessidades bsicas para o ser humano, o gozo da mesma dum jeito plenamente livre umha condiom indispensvel para a felicidade das pessoas, que a fim de contas o objectivo final do projecto emancipador revolucionrio que perseguimos @s jovens que fazemos parte de Briga.