BRIGA, organizaçom juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
14/01/14
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Dia do Orgulho LGTB passa sem comemoraçom na Galiza

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Campanha Quem cho impede? Liberdade sexual, o nosso direito

Junho de 2009

A quarenta anos e um dia dos distúrbios do bairro de Greenwich nos que travestid@s, lesbianas, gays e transexuais se enfrentárom à polícia durante dias, as ruas da Galiza ficárom vazias durante o do Dia do Orgulho que celebra esta luita, quando finalmente a Federaçom Aturuxo nom convocou a manifestaçom nacional que percorreu Compostela nos últimos anos. Isto produz-se numha cojuntura francamente funesta. BRIGA tem denunciado em diversas ocasions a brutal ofensiva patriarcal e lesbigaytransfóbica que se tem recrudecido a partir do estourido da crise estrutural do capitalismo em 2008.

O exemplo mais recente, o 15 de Junho lançava-se umha bomba num bar de ambiente de Sam Paulo, após o desfile LGBT no que participárom mais de três milhons de pessoas, provocando 21 ferid@s e 5 hospitalizad@s; além de várias agressons que deixárom um jovem em coma e outro apunhalado. Na Galiza, o assassinato de Júlio e Isaac em Vigo após serem brutalmente torturados e a absolviçom do seu carrasco é só a última entrada dumha longuíssima listagem de agressons, ataques, vejaçons, insultos, mortes e exclussom; só parcialmente conhecida graças à censura mediática.

Nesta situaçom, com um nível de violência contra nós tam elevado, a manifestaçom do Orgulho nom é só um direito, é umha acuciante e inapraçável necessidade. BRIGA lamenta profundamente os diversos factores que conduzirom a este cenário, e nom podemos deixar de assinalar que a dependência institucional nom foi a menor das suas causas. Nom é coincidência que o primeiro dia do Orgulho sob o governo autonómico do PP, seja também o primeiro no que nom contamos com convocatória. Maliá nom ser a única razom, a preocupante necessidade do amparo económico e político de governos municipais e autonómicos para a actividade LGBT galega nom deixavam de ser “amizades perigosas”, que acavam de mostrar o seu duplo gume.

Por outra banda, a desmobilizaçom do tecido LGBT deixa via livre para que oportunistas como o PSOE e o BNG voltem a instrumentalizar movimentos sociais, como o infame manifesto da “organizaçom LGBT” Siete Colores pode testemunhar.

De BRIGA achamos que o movimento social nom deve depender nem de Sam Caetano ou umha Cámara Municipal nem muito menos de Madrid, deve manter a independência e autogestom que assegure a sua pervivência e desenvolva o seu potencial transformador, relacionado com o resto das luitas que lhe atingem. Da organizaçom desejamos também poder assistir a umha manifestaçom do dia do Orgulho em 2010 sob novos parámetros que permita frear a ofensiva e realizar conquistas reais no combate por umha sexualidade livre.