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Actualizada em
14/01/14
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Fundaçom Artábria reivindica um Ferrol e umha Galiza em galego

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Setembro de 2009

No marco das actividades programadas para a comemoraçom dos seus onze anos de existência, a passada sexta-feira a Fundaçom Artábria saiu à rua para reivindicar um Ferrol e umha Galiza em galego.

A marcha partiu após a conclussom da concentraçom com motivo da entrada dum novo gaseiro na Ria, passadas às 20h00, da Praça do Hino galego. Depois de umha parada para galeguizar de forma simbólica umha das placas da Rua Real, a mobilizaçom dirigiu-se até a sede do Partido Popular, onde foi recebido por umha dotaçom da polícia de choque espanhola. Da sede do Partido Popular, a marcha dirigiu-se até a sede do Concelho onde Rebeca Bravo, em representaçom da Fundaçom, interviu para depois fechar o acto com o canto do hino nacional.

Iniciativas como a da Fundaçom Artábria som hoje mais necessárias do que nunca. O nosso idioma, historicamente marginalizado, enfrenta-se a um desafio sem precedentes que devemos estar preparados para encarar com toda a nossa inteligência, energia e contundência.

Intervençom da Rebeca Bravo em nome da Fundaçom Artábria
Quando convocamos esta marcha em defesa de um Ferrol em galego, figemo-lo a partir dumha reflexom sobre a situaçom dramática que vive o nosso idioma no nosso concelho. Naturalmente, também influiu a ofensiva antigalega que está a protagonizar o PP no governo da Junta, mas quigemos destacar o papel que deve cumprir, e nom cumpre, o governo do PSOE que preside Vicente Irisarri.

Na Fundaçom Artábria sempre defendemos e praticamos a necessidade da total autonomia dos movimentos sociais frente às instituiçons, pois só assim podemos cumprir com o papel que nos corresponde: fiscalizar e exigir que as políticas sociais e, neste caso, lingüísticas, sejam feitas em funçom dos interesses da maioria.

Para nós, o idioma é parte substancial desses interesses da maioria. Sem galego, tanto Ferrol e como a Galiza ficarám reduzidos a cópias inertes da identidade espanhola que querem impor-nos; um cópia como a da Semana Santa sevilhana que cada ano representam, também em espanhol, as confrarias católicas com dinheiro público que estaria melhor investido em fomentar as manifestaçons genuínas da nossa cultura.

Por isso, sendo necessário mobilizar-se contra o PP para evitar que consiga a desapariçom definitiva do galego, que é o seu fim último, devemos mobilizar-nos também frente ao resto de forças políticas e instituiçons. Da mesma forma que o actual governo municipal continua sem respeitar a Ordenança de Normalizaçom Lingüística, Vicente Irisarri continua também a evitar o uso público do galego, o que deveria fazer como cargo público.

Se o PP ataca directamente os nossos direitos lingüísticos, o PSOE e o BNG tampouco assumem, quando governam, a necessidade de aplicar a única política lingüística que pode garantir o futuro do galego: a política de imersom em galego no ensino, de obrigatoriedade para todos os usos institucionais e de exigência a todos os poderes económicos que operam no nosso país para utilizarem o galego.

Tal como figemos no passado Dia das Letras, devemos continuar a mobilizar-nos e a organizar-nos para defender o nosso mais valioso património colectivo: o galego. Esse é o objectivo da convocatória de hoje.

Agradecemos a vossa participaçom e esperamos contar convosco para futuras convocatórias.