BRIGA, organizaçom juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
14/01/14
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Crónica da mesa-redonda sobre o movimento antimilitarista galego

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Campanha 29-M, que se vaiam!

Maio de 2005

Na quinta-feira 19 tivo lugar no centro social ATREU da Corunha umha mesa redonda organizada por BRIGA sobre o papel da juventude revolucionária no movimento antimilitarista galego. O objectivo da realizaçom desta palestra foi o de combinar, nestes dias em que a juventude revolucionária de BRIGA está a levar ao cabo umha activa campanha contra o desfile militar com iniciativas de todo tipo, teoria e praxe. Achamos que um bom revolucionário ou umha boa revolucionária nom só deve agir senom que também deve dedicar-lhe horas à reflexom e ao estudo. Assim quigemos contribuir deste jeito a abrirmos um espaço de debate e de espalhamento do conhecimento do nosso passado como experiência pedagógica para o presente.

Na mesa redonda participárom Berta Lopes Permui, Responsável Nacional da nossa organizaçom, que fijo umha pequena apresentaçom explicando em primeiro lugar a necessidade de organizar debates junto a actividade de agitaçom ou os actos mais ou menos combativos que se realizarem durante a campanha com o intuito de encher de conteúdo teórico e de argumentaçons as nossas acçons. Também sublinhou o papel que o Exército espanhol tem como força repressiva e de ocupaçom no nosso país, o seu carácter antidemocrático de feiçom golpista e fascista, a sua funçom espanholizadora e ao serviço do grande capital e a específica opressom sofrida polas mulheres, negando-se-lhes mesmo o direito a ficarem grávidas polo facto de pertencerem às suas filas ou sendo habituais alvos, junto com os exércitos "inimigos", nas suas "missons de paz " e "humanitárias" ao serem violadas e agredidas. "O Exército espanhol aproveita-se da situaçom socio-laboral da juventude galega, desse 46% de taxa de trabalhadores/as em precário na Galiza, para ofrecer a suposta panacea laboral e assim de passo defender Espanha matando iraquianos ou desalojando Perejil" denunciou a militante independentista.

André Seoane Antelo, ex-membro da ANOC e militante da esquerda independentista, deitou luz sobre o Exército espanhol desde um ponto de vista histórico, desabando todos as falsas louvanças que o ministro de Defesa espanhol lhe atribui. André primeiro vincou sobre a ideia de que o Exército espanhol é um exército perdedor pois nom ganha umha guerra desde há séculos. "A única guerra ganha polos militares espanhóis nos últimos tempos foi a Guerra civil de 1936", relembrou o relator. Também destacou a histórica oposiçom do povo galego a participar das aventuras imperialistas espanholas negando-se a se alistar nas suas ringleiras desde a criaçom do exército, combatendo as "levas" e na décado dos 90 luitando no movimento antimilitarista galego que chegou a ter mais de 300 insubmissos na Galiza.

Francisco Manrique, insubmisso galego e histórico militante da ANOC, centrou o seu discurso em explicar a intensa actividade antimilitarista desenvolvida pola ANOC nos anos 90, na importáncia que desenvolveu o seu vozeiro, a revista AR!, para o debate e a assunçom teórica por parte do nacionalismo galego da aboliçom do Serviço Militar Obrigatório e da capacidade mobilizadora que chegou a convocar manifestaçons em solidariedade com os insubmissos de até 5000 pessoas.

Manrique refletiu sobre o pouso que este movimento da derradeira década do século XX deixou no nacionalismo galego hoje e na sociedade galega em geral.

Finalmente interviu Tone, um dos impulsionadores da Assembleia Aberta Contra o Desfile Militar, "espaço aberto de carácter heterogéneo e totalmente horizontal" segundo explicou o próprio relator, que se criou na cidade herculina para combater a presença do Exército espanhol o dia 29 de Maio e denunciar os meses prévios a realizaçom do desfile militar. "O intuito desta assembleia é que siga a funcionar após o desfile" informou Tone.

O acto finalizou depois das intervençons do público que gerárom um interessante debate.

Ver também a campanha: 29-M, que se vaiam!