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Actualizada em
14/01/14
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Governo espanhol emprega crise para militarizar a juventude

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Campanha Tempo de crise, tempo de luita

Novembro de 2009

O executivo espanhol está a demonstrar que a crise só supom vantagens para os interesses do capitalismo na Galiza. Os recordes de paro e o retrocesso nas condiçons de vida servem de escusa nom só para multiplicar o ganho obsceno de banca e empresas, mas também para normalizar a imposiçom do estado policial e a militarizaçom social.

Os recentes dados publicados sobre o aumento de petiçons solicitando a entrada no exército espanhol na CAG som escalofriantes. Em termos globais, o incremento ascendeu até um 74%. Se em 2007 eram 2000 as pessoas que pediam ingressar no corpo repressivo, em Setembro de 2009 eram 3500. Quando o desmembram por províncias encontramo-nos com que Ponte Vedra sofreu um incremento do 98%, Ourense do 81%, Corunha do 69% e Lugo baixa um 0,3%. Por outra banda, um 20% das inscripçons realizadas nestes últimos 4 anos som de mulheres.

Numha Galiza onde o trabalho estável para os menores de 30 anos já nom existe, ser jovem significa aceitar qualquer trabalho, sejam quais forem as condiçons. O exército espanhol beneficia-se das condiçons materiais da mocidade tais como o desemprego, os ERE´s, os contratos laborais sem as mínimas garantias de estabilidade etc. para apresentar o recrutamento como “um emprego de longa duraçom durante a crise”. O actual contexto de crise só acelera um processo que já se dava anteriormente: A integraçom de sectores da juventude trabalhadora nesta instituiçom, herdeira do exército que matou a milheiros de galeg@s em nomem do nacional-catolicismo franquista.

A juventude galega mais consciente sabemos que o objectivo que persegue o governo espanhol é normalizar a repressom, embrutecer-nos e arrancar-nos qualquer indício de rebeldia, afogar a solidariedade com os povos que a diário som vítimas das agressons imperialistas, difundir entre a juventude altos valores castrenses como a xenofobia, a homofobia, a violência contra as mulheres ou a defesa fanática da pátria espanhola que supom o esmagamento dos povos oprimidos, como bem se demonstrou este ano com o festejo da Fiesta Nacional (antigo Dia de la Raça) organizado polas FA, data sinalada nas celebraçons do imperialismo genocida espanhol.

De BRIGA reforçamos o nosso compromisso com o anti-militarismo e denunciamos que o exército espanhol assassina, viola e agrede em nome dos interesses da burguesia. Nem campanhas publicitárias, nem fórmulas mágicas anti-crise!

SER MERCENÁRIO NOM É UM TRABALHO!!!

EXÉRCITO ESPANHOL FORA DA GALIZA!!!

Ver também a campanha: Tempo de crise, tempo de luita