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Actualizada em
14/01/14
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Texto sobre a profissionalizaçom das FAS

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Campanha 29-M, que se vaiam!

Maio de 2005

Além da intensa campanha de agitaçom que vimos desenvolvendo nestes dias prévios ao desfile militar, cumpre vincarmos na necessidade da reflexom e o estudo como parte intrinsecamente vinculada à luita que as organizaçons revolucionárias devemos emprender. Esta foi umha das razons que nos levárom a organizar a mesa-redonda sobre o papel da juventude revolucionária no movimento antimiliatrista galega e com este mesmo senso apresentamos um artigo elaborado por BRIGA em que se deita luz sobre as verdadeiras razons que levárom ao Estado espanhol à profissionalizaçom das suas Forças Armadas.

Além do mais nos próximos dias publicaremos um documento elaborado pola organizaçom como suporte da campanha que estamos a executar.

PROFISSIONALIZAÇOM DAS FAS
MENTIRAS E FRACASSOS DO ESTADO ESPANHOL

Nos últimos anos da década de 90 o Estado espanhol anunciava a aprovaçom do processo de profissionalizaçom das Forças Armadas Espanholas, aduzindo três motivaçons básicas: A necessidade da criaçom de um novo modelo de exército que pudesse ser inserido nos novos conceitos de Defesa, a demanda social de umha reformulaçom das forças militares, e a modernizaçom bélica.

O que nom se recolheu em nengumha revista nem diário, sendo ocultado sistematicamente na televisom e nos média, foi que esta decisom nom respondeu a essa pretendida preocupaçom pola modernizaçom. A actualizaçom das Forças Armadas Espanholas, as mesmas que protagonizárom o golpe de estado de 1936 e que som responsáveis de milheiros de assassínios, nom respondia a nengumha preocupaçom anti-belicista do governo do PP na altura, mas a umha pressom social que nos últimos anos vinha erosionando a imagem e legitimidade de um exército que nom só era o herdeiro e braço executor da Ditadura fascista, mas que estava obsoleto para cumprir o papel que o capitalismo espanhol precisava na nova conjuntura política e económica após a queda do Muro de Berlim.

As luitas sociais contra o Serviço Militar Obrigatório (SMO) cualharam num verdadeiro Movimento Antimilitarista Galego (MAG), expressom orgánica do profundo rechaço histórico que @s galeg@s venhem mostrando desde há séculos ao recrutamente forçoso polo que miles de moços galegos tenhem matado e sido mortos em nome de Espanha. As espectaculares cifras de objectores e insubmisos que se disparárom desde começos dos 90, provocárom um colapso do modelo militar espanhol de recrutamento obrigatório, que nom tivo outro remédio que ceder ante a demanda social e reformular a articulaçom e composiçom do exército, sem variar num ápice as suas funçons: Impor pola violência os interesses da burguesia espanhola, submeter os povos oprimidos do estado e garantir a unidade indisolúvel da pátria espanhola.

O Estado espanhol precisava fazer com o exército o mesmo que figera com o regíme político: Pintá-lo com umha capa de verniz democrático, disfarçar o seu ADN fascista e tranformar um corpo que era rechaçado maioritariamente pol@s trabalhadores/as num referente de humanitarismo ao serviço do cidadao. Assistíamos assim à aboliçom do SMO, em nengum caso a umha profissionalizaçom das FAS: Esta expressom só é um intento de invisibilizar a conquista que a luita do antimilitarismo atingiu na Galiza a finais do século passado.

Para isto nom só acometeu umha campanha de bombardeamento mediático, de marketing intoxicador que tratava de lavar a face a um exército conhecido pola sua acçom repressora e pola sua violência, mas intentava criar umha imagem amável do militar, que servisse de atracçom para o ingresso de efectiv@s voluntários. Mas o intento de enganar a mocidade nom tivo sucesso: Os efectivos profissionais mínimos que o Estado espanhol fixara em 2002 oscilavam entre 102.000 e 120.000 militares de infantaria e marinha. Em 2004, contava-se só com 71.711. E isto a pesar das campanhas milionárias de marketing, à propaganda política, às sucessivas rebaixas do coeficiente intelectual mínimo para a entrada no exército, à suba de salários para as unidades mais operativas como a BRILAT ou o corpo de Pára-quedistas (Bono manifestou que "nom se lhes pagava suficiente polo seu labor"), à apertura do exército à imigraçom (do 2% do total de efectiv@s estrangeiros permitid@s em 2002, subiu-se a um 7% em só dous anos, ante a impossibilidade de cobrir as vagas mínimas)...

Evidencia-se assim a falta de apoio popular que tem o Exército espanhol, o profundo rechaço que existe a todo o que significa o militarismo espanhol: A hierarquia, o machismo, a violência, o imperialismo, o submetimento à ocupaçom. Nem profissional nem obrigatório, a única soluçom é a aboliçom do exército. Mais que nunca, é o momento de exigir QUE SE VAIAM.

Galiza, Maio de 2005

Ver também a campanha: 29-M, que se vaiam!