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Actualizada em
14/01/14
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Povo trabalhador grego mantém confronto com a Europa do Capital

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Campanha Tempo de crise, tempo de luita

Maio de 2010

A Greve Geral Nacional convocada a passada quarta-feira foi avaliada polo PAME (Frente Militante de Todos os Trabalhadores) como um êxito rotundo, com mais dum 80% de seguimento. A luita popular contra o pacote neoliberal imposto polo FMI, a UE e o governo de Papandreu levou à grande maioria social a tomar as ruas, enfrentando-se à polícia na sua tentativa de penetrar no Parlamento e impedir a aprovaçom das medidas anti-sociais.

Os 110.000 milhons de euros em créditos e as medidas de graves recurtes sociais aprovadas em contra da vontade maioritária da populaçom grega, tirou-lhe a carouta a umha Europa eminentemente antidemocrática. O acontecido esta semana passada mostra quam longe está o parlamentarismo burguês da vontade e das necessidades da maioria d@s greg@s, explicitou o sequestrada que está a soberania popular na “Europa das democracias”.

A clara falência do capitalismo na Grécia constitui umha das pontas do icebergue dumha crise gravíssima na construçom do imperialismo europeu. As agências de imprensa burguesas alertam dum possível contágio como se da gripe A se tratar, como se a crise nom fosse consubstancial ao sistema e estivesse plenamente enquistada em todos os mecanismos económicos (nom só financeiros). Tenta-se estabelecer umha linha inexistente entre os “maos governos” como o grego, que nom luitam contra a crise e furtam a situaçom real das contas públicas aos seus povos, e os bons governos (o resto), transparentes e informadores. A realidade é que a opiniom pública só se inteirou do verdadeiro perigo quando a bancarrota pública do estado grego era inevitável. Até entom, as estatísticas e medidores internos e externos de organismos, instituiçons e médios de comunicaçom fôrom puras mentiras. Tendo em conta que Portugal, Irlanda e o Estado Espanhol estám em similiares situaçons de défice público e endividamento; falar de contágio é abrir a porta a nom reconhecer que se está a enganar premeditadamente, está-se a agochar todo o possível o que está a acontecer.

O caso espanhol é paradigmático: Após a pior semana da bolsa reitora dos mercados financeiros mundiais (Wall Street) desde a falência de Lehman Brothers, em médio da queda em picado da credibilidade dos partidos políticos espanhóis, imediatamente depois de conhecer a elevaçom ininterrompida do desemprego no último trimestre e o agravamento estremecedor das condiçons de vida; lemos na capa dos principais jornais “a saída espanhola da crise” (graças a um mais que suspeitoso e nom por isso menos raquítico 0,1% de crescimento).

As medidas europeias contra a classe obreira grega som as mesmas que nos vam a aplicar à juventude trabalhadora e às mulheres galegas. Já o asseverou umha autoridade, o auto-eleito e proclamado “comité de sábios”, encabeçado por Felipe González: A crise é umha oportunidade. Efectivamente, é umha oportunidade para a burguesia, para aplicar o mesmo roteiro que nos guiou até o matadeiro actual.

Mas também é umha oportunidade para a juventude obreira das naçons oprimidas, com a sua soberania negada: O capitalismo de rosto humano, democrático, plurinacional, social, nom existe, e nunca existiu. Só existem as teorizaçons metafísicas sobre ele. A juventude trabalhadora galega organizada estamos por tirar propostas e liçons da Grécia, temos de aplicá-las à nossa realidade concreta, denunciar o colaboracionismo de classe e o sindicalismo amarelo, o reformismo que está a apagar as luitas, que as mantém isoladas entre si e sem objectivos estratégicos. BRIGA está por participar e aportar a um amplo movimento de massas que tenha no confronto de classe um dos seus principais sinais de identidade, rompendo com os interesses partidistas que mantenhem o conflicto a ralenti.

AVANTE A LUITA OBREIRA GREGA!!!!

CONTRA A EUROPA DO CAPITAL E POLA EUROPA DOS POVOS!!!

Ver também a campanha: Tempo de crise, tempo de luita