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Actualizada em
14/01/14
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24 de Maio: Por jovem, por mulher… Combate o militarismo!!

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Especial Comissom Nacional da Mulher

Maio de 2010

A 24 de Maio de 2010, Dia da Mulher Antimilitarista, as jovens organizadas em BRIGA continuamos fieis à feminista consigna “Nem guerra que nos mate, nem paz que nos oprima”.

Assim, longe de querer contribuir a ritualidade obrigada que existe arredor destas datas “destacadas”, o 24 de Maio, como qualquer dos 365 dias do ano, temos a obriga de fazer-nos ouvir por várias razons: Por sermos mulheres trabalhadoras e jovens, e por viver numha naçom negada e ocupada polo capitalismo espanhol, cujo projecto nom deixou nunca de contar com o militarismo.

As discriminaçons e as agressons cotidianas que padecemos nos sistemas sociais de género nos que estamos inseridas elevam-se exponencialmente em períodos de guerra (moeda de troco, carne de canhom, fosa séptica das frustaçons, objecto de descarregamento sexual, exército industrial de reserva…).

Em mente temos a todas as miles de mulheres despraçadas, violadas, assassinadas, agredidas, expoliadas, oprimidas… em todos os conflitos armados. Mas também, e muito, às activistas que se auto-organizam contra as guerras, às que combatem com as armas na mau, às que avançam sem medo numha luita, que é de todas, contra os exércitos burgueses e/ou ocupantes, às silenciadas que se resistem a viver baixo os pesados pes do braço armado do capitalismo e reagem feramente rachando com a conceiçom de debilidade e passividade com o que condena o patriarcado às mulheres, fugindo desse pacifismo vacuo, dessa “paz” que ofertam os auto-proclamados donos do mundo.

Na Galiza como feministas reagimos também por entender ao militarismo irreconciliável com o feminismo de classe por ser o máximo exponente da violência machista, por serem o patriarcado e o militarismo letalmente complementários. Como independentistas reagimos contra a violênica do nacionalismo espanhol, a constante presença das forças de ocupaçom, contra a ameaça do Art. 8 da CE onde nos “informam” de que “As Forças Armadas, constituídas polo Exército de Terra, a Armada e o Exército do Ar tem como misom garantizar a soberania e independência da Espanha, defender a sua integridade territorial e o ordenamento constitucional”… E, como trabalhadoras reagimos contra a militarizaçom da juventude como fórmula anticrise, asignando ao cárrego de mercenário a conotaçom de trabalho, ou contra a constante presença ameaçadora da Guardia Civil e da Polícia quando defendemos os nossos postos de trabalho.

Assim, o militarismo é muito mais do que umhas instituiçons concretas, o militarismo é ante todo um elavorado e amplo dispositivo ao serviço dos estados patriarco-burgueses que tem como principal finalidade asegurar o controlo e a dominaçom sobre as mulheres, a populaçom trabalhadora em geral e os povos ocupados. Mália que a intensidade da agressom varie, segue sendo igualmente omnipresente nos paises capitalistas já que resulta fulcral para manter a supremacia destas potências e eternizar o seu arbitrário e parcial modelo económico, político e social em nomem da “paz”.

Polo tanto, nom existe só em determinados contextos ditatoriais “strictu senso”, sob ocupaçom imperialista ou no fogo cruzado da intervençom paramilitarista, o militarismo vai mais alá constituíndo o conjunto de valores, normas e políticas instauradas para aparentar umha legitimaçom social obediente e voluntária nas tam runfadas democracias burguesas que padecemos.

Os privilégios e o prestígio social tradicionalmente asignados aos militares. A propaganda dos “grandes avanços” que para a humanidade tivo a militarizaçom da investigaçom. O contínuo tratamento da política de defesa como se de um tema militar se tratar, agochando que o conceito de defesa só atende a interesses económicos. As ingentes injecçons de dinheiro público destinados ao gasto militar. O comércio de armas. E por suposto, os seus valores intolerantes, machistas, racistas, autoritários, homófobos, jerárquicos…

Na Galiza como na Colómbia, no Iraque, na Palestina, no Afeganistam ou no Congo ser feminista só pode ser sinónimo de ser antimilitarista. Só assim se pode defender conseqüentemente a liberdade na íntegra das mulheres, o respeito aos direitos humanos, a solidariedade entre povos, a soberania sobre os nossos corpos ou um modelo económico e social mais justo.

Ser mercenário nom é um trabalho!!

Rebeliom, desobediência contra a sua violência!!

Avante a luita feminista!!



Ver também o especial: Comissom Nacional da Mulher