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Actualizada em
14/01/14
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Umha jovem é violada num festival em Salvaterra de Minho

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Especial Comissom Nacional da Mulher

Agosto de 2010

As jovens de BRIGA queremos amossar a nossa solidariedade com a jovem agredida sexualmente na noite do passado sábado no recinto em que tinha lugar o festival “Som da Muralha” em Salvaterra do Minho, assim como a absoluta repulsa ante esta nova manifestaçom do terrorismo machista na Galiza, chamando ao conjunto das jovens galegas a organizar-se e autodefender-se como a melhor e irrenunciável ferramenta para fazer frente à violência patriarcal.

Exigimos a detençom inmediata do violador e que padeza a dureza da justiça da qual é merecedor junto com o esclarecimento inmediato das circuntáncias que rodeárom os factos. Desta volta foi o alcalde da vila, Arturo Grandal, o encarregado de fazer a escolha da informaçom dos factos à hora de enviar aos meios. Supomos que a argumentaçom será a da tam cacarejada “investigaçom policial”, que como se tem constatado nas últimas violaçons das que temos conhecimento na Galiza dita “investigaçom”, de existir, deixa bastante que desejar e salvo casos óbvios é infrutífera.

Responsáveis políticos e polícia, com a cumplicidade dos meios, tentam ocultar os factos para segundo eles nom criar um problema de ordem público e nom fomentar o medo. Mas a única realidade é que impossibilitam abordar com naturalidade o imprescindível debate sobre esta lacra social, as causas e os caminhos para rachar com a violência patriarcal; no qual é premissa indispensável que as mulheres e a juventude sejam as protagonistas absolutas.

Nom é casualidade que as violaçons mais conhecidas sejam quando o violador é desconhecido, embora é mais elevado o número de agressons sexuais cometidas por conhecidos. Também os meios burgueses e amarelos gostam de incidir na mensagem de que som “psicópatas desalmados” que deambulam pola rua. Mas muitas estadísticas coincídem em que o perfil de violador mais usual é o de um homem que se atopa em posiçom de força ou de control em relaçom com a mulher, logo estariam aqueles que canalizam mediante a agressom ira ou vinganza, seguido mui de longe por aqueles que tenhem rasgos de psicopatia.

O secretismo e o trato sesgado da informaçom só conleva que a agredida fique imersa na absoluta soidade e incompreensom. É umha constate na maioria delas a sensaçom de medo, sentimento de culpa, temor a umha vingança do violador, perda da autoestima e da seguridade em si mesmas. É dizer, visibiliza-se o temor mais primário ao poder patriarcal, esse submetimento total da mulher ao homem sem resposta possível; que remata provocando que finalmente muitas denúncias nom vaiam avante.

Nesta matéria a influência da ideologia do nacional-catolicismo é enorme e dramática, só temos que reflexionar no tratamento do entorno no caso de que te rompam um braço mentres vas pola rua ou que te violem. A reacçom é diferente. A carga simbólica instalada nas nossas mentes que relaciona os nossos genitais com algo sagrado por acima de todo, umha flor branca símbolo pureza é o que provoca esse sentimento de sujidade, de nojo de umha mesma... as implicaçons psicológicas que isto supom som trágicas. É exactamente isto o que utiliza e conhece o terrorista, pois a ideologia que ele porta leva séculos propiciando-o.

Está provado que o silêncio é umha arma para o terrorismo machista, e que a boa saída sempre é revelar a história, denunciar e atender o trauma sob a perspectiva de identificar os factos materiais e inmateriais que determinárom a violaçom. Identificar a responsabilidade do modo de produçom capitalista e patriarcal desumanizado, que usa a violência, a alienaçom e o consumismo como arma, impregnado no absoluto pola ideologia machista da que se fam eco toda a corruptela política e que os terroristas machistas som os seus particulares e numerosíssimos soldados e salvaguardas.

Contra a violência machista, luita feminista!!

Ver também o especial: Comissom Nacional da Mulher