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Actualizada em
14/01/14
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25 de Novembro: Quando agridem a umha, agridem-nos a todas!

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Especial Comissom Nacional da Mulher

Novembro de 2010

Neste ltimo ano, as mulheres fomos agredidas de mltiplas formas polo patriarcado e as instituions burguesas que o sustentam. Aprovou-se a lei de despenalizaom do aborto, umha lei insuficiente, que nom supom um verdadeiro avano nas liberdades sexuais e de decissom sobre os nossos corpos. Em Setembro, aprovou-se no Parlamento espanhol umha reforma laboral especialmente agressiva contra as mulheres e as jovens trabalhadoras, porque fomenta os contratos a tempo parcial, um contrato precrio que assinado maioritariamente por mulheres em contra da sua vontade. Em Novembro, a Junta de Feij pagava com dinheiro pblico a visita do Papa capital do nosso Pais, representante dumha instituom machista e fundamentalista. Estes som s alguns da multidom de exemplos de violncia machista.

As ltimas estatsticas do estado espanhol demonstram que o patriarcado segue transmitindo-se de geraom em geraom, e que o nvel de esta transmissom muito grande. Na ltima enquisa sobre violncia machista, destaca que o 15% da juventude do estado espanhol justifica a violncia machista e o 17,7% dos jovens acham que a agressividade os fai mais atractivos. Estes dados alm de mostrar a gravidade da introduom do machismo na conscincia da juventude, demonstra que as campanhas e acons desenhadas pola social-democracia espanhola e polo feminismo burgus, nom representam nemgum tipo de avano na luita contra o patriarcado mas bem um atranco.

No ltimo ano, quatro mulheres from assassinadas na Galiza polos seus casais ou companheiros, umha cifra superior ao do 2009. Mas, j durante o ano 2009 acrescentara-se num 20% os procedimentos judiciais por violncia machista. As denncias por terrorismo machista tambm se acrescentrom, junto com umha queda no nmero de divrcios devido em parte a grave situaom econmica das mulheres. O nmero de mulheres exploradas na prostituiom tambm se acrescento nos ltimos dous anos.

Desde a implossom da crise capitalista no ano 2007, aumentou o nvel de agressividade do patriarcado contra as mulheres. O desemprego das jovens estrutural, e a discriminaom e o acosso laboral umha das lacras que lhe agregam ao nosso trabalho. As trabalhadoras jovens somos a carne de canhom dos empresrios, j que a tasa de desemprego feminino superior dos trabalhadores, exceptuando alguns perodos estacionais, quando acrescentan-se os postos de trabalho precrios na hotelaria, no comercio e na sanidade, trs ramas fortemente feminizadas do sector servios, e nos perodos de maior perda de emprego na construom. O nmero de denncias por acosso no trabalho tambm superior aos de inicio da crise.

A explicaom a este aumento da agressividade do patriarcado, que o sistema capitalista, em perfeita simbiose com o patriarcado precisa acrescentar a dominaom, opressom e exploraom sexo-econmica das mulheres. Por umha banda, a hiperexploraom das mulheres acrescenta o ganho dos empresrios, e por outra banda, garante que as mulheres sigam obrigadas, a recompor psicolgica e fisicamente a fora de trabalho dos homens neste tempo de crise, onde as frustaons dos obreiros e dos filhos som maiores. Perante estes factos, as jovens organizadas em BRIGA, queremos reivindicar no Dia Internacional contra a Violncia Machista, que seguiremos luitando polo fim do patriarcado, polos direitos das mulheres a eleger sob ns mesmas, seguiremos sando a rua por cada agressom contra umha mulher, para berrar bem forte que ns nom aceitamos este sistema injusto.

AVANTE A LUITA FEMINISTA!

PAREMOS O TERRORISMO MACHISTA!

A SOLUOM: AUTO-ORGANIZAOM FEMINISTA!!

Cartaz polo Dia Internacional contra o Terrorimo Machista 2010

Cartaz polo Dia Internacional contra o Terrorimo Machista 2010

Ver tambm o especial: Comissom Nacional da Mulher