BRIGA, organiza�om juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
14/01/14
campanhas

Quem cho impede? Liberdade sexual, o nosso direito

Quem cho impede? Liberdade sexual, o nosso direito a legenda da nova campanha nacional que BRIGA desenvolver nos prximos meses com o objectivo de contestar a permanente e criminal repressom e controlo das sexualidades, especialmente da juventude, por parte do capitalismo e o patriarcado.

A intervenom juvenil da esquerda independentista galega, e nom s, tem enfermado historicamente de diferentes lacunas ideolgicas que lastrrom a sua introduom e referencialidade social no seu agir poltico quotidiano. Umha das mais flagrantes destas ausncias foi o tratamento da sexualidade e o processo vital de socializaom, experimentaom, relacionamento e autoconscienciaom do prprio corpo ligado a ela, que no referido juventude configura um campo fulcral para entender os mecanismos que o capitalismo e o patriarcado empregam para perpetuar o actual modelo de exploraom social e econmico. Ao longo da sua histria, a esquerda independentista, com a excepom das entidades feministas potenciadas na altura, tem desbotado a possibilidade dum abordamento rigoroso e crtico na sua praxe poltica das conseqncias e benefcios tirados dumha sexualidade restringida, reprimida, imposta e mercantilizada.

Desde a sua constituiom, BRIGA apostou claramente por um abordamento directo das luitas sexuais desde umha ptica marxista, enquadrando-as num projecto emacipador mais amplo e que vai alm dum simples programa de justia social ddistributiva. Esta aposta mostrou continuidade no nosso II Congresso Nacional, em cujos textos eram analisadas criticamente as mudanas introduzidas desde o bipartido autonmico hora de mudar um panorama devastado polos 16 anos do fraguismo catlico que afirmava que morreria sem usar um preservativo.

Naquela altura, de BRIGA fazamos a leitura da actuaom do governo PSOE-BNG como indiscutivelmente positiva em casos como a gratuidade da plula do dia seguinte ou a apertura do centro Quero-te em Compostela, mas assinalvamos o carcter propagandstico dumhas medidas que em sim mesmas som positivas, mas que eram exploradas mediaticamente face a galeria para ocultar as enormes carncias que a actuaom do tandem Tourinho-Quintana tinha no referente poltica sobre sexualidade, em concreto juvenil, de que o bipartido era responsvel. Anunciavamos tambm, que a organizaom seguiria com atenom as iniciativas a este respeito da socialdemocracia autonmica, assim como o grau de cumprimento das promessas eleitorais que enchrom a boca dos portavozes respeitivos antes, durante, e depois das eleions de 2005.
Trs anos depois, em 2008, as cousas continuam na mesma.

O governo autonmico, parloteou at a saciedade sobre a grande importncia destas medidas, para acto seguido fechar a porta a toda possibilidade dumha intervenom poltica estrutural em sexualidade. A posta em andamento do centro Querote, ou a gratuidade da plula nom tivrom continuidade com nengumha estratgia que fosse alm do eleitoralismo vcuo. Seguimos sem contar com um planejamento global com medidas preventivas baseadas na educaom sexual em centros educativos, reparto gratuito e regular de contraceptivos todas as semanas em pontos de encontro da juventude (especialmente liceus), reparto macio de propaganda formativa, palestras e obradoiros divulgativos sobre sexualidade nos projectos curriculares de centros, etc; assim como a difussom de medidas paliativas como a criaom de centros especializados no tratamento do VIH e as DST ou a posta em andamento de servios de interrupom da gravidez gratuitos.

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