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Actualizada em
14/01/14
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Tempo de crise, tempo de luita

Venhem tempos novos

A crise rachou com a aparincia de eternidade que o capitalismo tem empregado historicamente. O sistema j nom pode mostrar-se como a nica alternativa possvel para a vida humana, o castelo de mentiras que permite o seu funcionamento est a quebrar-se desde os mesmos cimentos. A superioridade do actual modelo econmico revela-se como umha mentira monumental, demonstrando ser umha maquinria irracional de produzir exploraom e missria planetria baseada numha bolha gigantesca de especulaom parsita (valorada em mais de 20 vezes o Produto Bruto Mundial), e artfice da maior trevoada econmico-social da histria deste sistema.

 

Todos os indicadores econmicos oficiais assinalam que o capitalismo est a esgotar a sua etapa senil, que a prpria civilizaom patriarco-burguesa est a sofrer as conseqncias dumha crise que vai muito mais l do que recessons econmicas pontuais. Em palavras do ex-presidente da Reserva Federal estado-unidense Paul Volcker, a profundidade da crise actual supera com muito desatada com o crack de 1929. dizer, que nom h precedentes na histria do capitalismo dumha crise semelhante, e isto reconhecido polos seus mesmos gestores e apologetas.

 

Venhem tempos de mentiras

Mali ao que os prprios termmetros capitalistas se virom obrigados a admitir, as anlises da situaom tivrom bom coidado de, j que esta nom podia ser ocultada, polo menos transform-la de cara ao pblico numha crise mais de sobreproduom, consubstancial ao sistema e polo tanto supervel nalguns anos. A indstria meditica pagada polos estados burgueses tenta desvirtuar todo sentido do que est acontecendo, dando pinceladas inconexas, misturadas com verdades a mdias que som incompreensveis sem relacionamento entre elas.

 

Primeiro chamou-se-lhe desaceleraom, depois crescimento negativo, e finalmente, na actualidade, reconheceu-se como umha crise grave, mas passageira, que contradizendo todos os indicadores estaria j iniciando a sua fase de recuperaom (todo segundo o governo espanhol).

 

Agora desfilam por rdios, televisons e Internet imagens de frica, sia e Latinoamrica; censura-se a morosidade como causante da insolvncia bancria e da contraom do crdito para as empresas, etc. Todo com um nico e claro objectivo: Adormecer os alarmes. Manter as conscincias anestesiadas, convencer de que sempre h algo pior que por trs esconde um nom estamos tam mal, invertir culpveis e vtimas da crise, para justificar os resgates bilionrios aos especuladores, e a crescente missria para @s trabalhadoras/es.

 

Venhem tempos duros

Este terremoto j se levou por diante o espelhismo do crescimento econmico ininterrompido, e deixou ao lu a natureza criminosa do capitalismo e da funom real dos estados: assegurar o mantemento da ordem actual. As nicas medidas tomadas polos diferentes governos do centro do sistema (EUA, UE, Japom) from o gasto de miles de milhons de dlares, euros e iens para engrassar a decrpita maquinria do sistema, para alongar a sua agonia mais alguns anos. De igual jeito que se empregam calmantes para um paciente irrecupervel mantido artificialmente com vida, estas grandes injecons s procuram ganhar algo de tempo.

 

Estes salva-vidas momentneos de cifras astronmicas saem em boa parte dos fundos pblicos, como o caso do estado espanhol, dos recurtes sociais, o saque dos povos oprimidos como o galego, e o recrudescimento generalizado das agressons contra a classe obreira. Os ERE, o crescimento do paro e o acrescentamento da exploraom som s o princpio. A crise nom fijo mais que comear.

 

Venhem tempos de luita

Os prprios especuladores, os capitalistas, os banqueiros, os empresrios e os estados que os representam nom estm dispostos a renunciar ao seu modo de vida. Para eles, o benefcio nunca suficiente, h que persegu-lo a qualquer preo, todas as demais consideraons som sacrificveis. Dentro desses elementos descartveis, estamos ns. O ponto de mira est nas nossas cabeas, apontando caluga de cada jovem que assume a ditadura do seu chefe para manter o trabalho cada vez mais escasso, pressionando na tmpora da jovem que aguarda aterrada o momento no que volte o companheiro para espanc-la, nas costas de cada mo@ que v a sua naom seqestrada, reduzida a umha caricatura folclrica, umha nota a p de pgina das curiosidades do estado invasor.

 

Nom devemos permitir que tirem do gatilho. Na nossa mao est dar respostas ao beco sem sada ao que leva o capitalismo em crise, abrir um novo caminho de democracia verdadeira, de trabalho digno e criativo, de poder juvenil, de emancipaom da mulher, de fraternidade e igualdade entre todos os povos do mundo, de respeito ao equilbrio ecolgico, de emancipaom sexual...

 

Em definitiva, um caminho liberdade. Mas este sendeiro nom nem fcil nem rpido, e tem um preo: O combate. O capitalismo d os seus ltimos passos, mas pode ser a pr-cuela dalgo muito pior. A esquerda deve dar um passo frente, ofertar a nica sada possvel: O socialismo. Mas os proprietrios do sistema nom estm dispostos a rendir-se sem mais.

 

por isso que aqui, na Galiza do sculo XXI, desde as modestas foras que nos d o saber que a luita o nico caminho nom por desejo prprio, mas por imposiom de quem leva ao planeta ao desastre, BRIGA quer aportar nos prximos tempos um presente de luita, para conquistar um futuro nosso.

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