BRIGA, organiza�om juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
14/01/14
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Artigo d@s jovens detid@s sobre o processo contra BRIGA

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Especial STOP repressom!!

Junho de 2005

Achegamos um interessante artigo elaborado pol@s cinco detid@s no processo contra BRIGA. O artigo, publicado no mdio de informaom alternativa Rebeliom (..+), analisa achega um anlise em primeira pessoa da ofensiva da Guardia Civil contra a juventude galega, que drom em chamar operaom "Cacharrn", e que ameaa nom s com o processamento de vri@s jovens simplesmente por organizar-se , senom tambm com a ilegalizaom de BRIGA.

Operaom repressiva da Guarda Civil
a juventude revolucionria galega

Diego Bernal Rico
Vreixo Formoso Lopes
ria Leis Figueiroa
Berta Lopes Permui
Afonso Mendes Souto

Jovens acussad@s de associaom ilcita por ser militantes de BRIGA

Entre os dias 2 e 3 de Junho, fomos detid@s na Corunha cinco militantes da organizaom juvenil da esquerda independentista galega BRIGA. Fomos interrogad@s em dependncias da Guarda Civil, submetid@s a registos nos nossos carros e ao bloqueio dos nossos computadores e, posteriormente, levad@s a declarar perante a juza. Samos em liberdade provisria com cargos, obrigad@s a ir cada quinze dias ao julgado, sem safarmos quatro de ns de termos que passar umha noite nos calabouos da benemrita. Cinco detenons que, como pudemos saber posteriormente, graas ao publicado nalguns meios de comunicaom, informados por sua vez por EFE, se realizrom no quadro da "Operacin Cacharrn", desenvolvida pola Guarda Civil com o objectivo de "desmantelar" a nossa organizaom.

Polos vistos, os aparelhos repressivos do Estado espanhol, nomeadamente para a benemrita, a actividade desenvolvida por BRIGA nestes oito meses de existncia motivo suficiente para lanar umha campanha de repressom e intoxicaom que tenciona impedir o nosso crescimento e inclusive procura a nossa desarticulaom.

E dizemos bem, intoxicaom, alm de repressom, porque s assim que pode ser qualificado o comunicado emitido pola Guarda Civil, que recolhem os meios anteriormente citados. As actividades e iniciativas desenvolvidas por BRIGA eram relatadas tal como se a nossa fosse umha organizaom clandestina que praticasse a luita armada, e nom o que realmente , umha organizaom juvenil revolucionria, enquadrada no Movimento de Libertaom Nacional Galego (MLNG), que realiza as suas actividades de modo absolutamente pblico e qual as nicas acons hipottica e teoricamente "delitivas" que podem ser-lhe imputadas som as que se enquadram na lgica das dinmicas da desobedincia civil.

De facto, mais do que provvel que o detonante da "Operacin Cacharrn" nom fosse outro que o mal-estar gerado entre as esferas militares espanholas, entre o PSOE de Paco Vasques, pola intensa campanha que BRIGA levou avante na Corunha, cidade onde se concentrrom as detenons, contra o desenvolvimento do desfile militar do dia das Foras Armadas do passado dia 29 de Maio. Lembremos que um dos actos estrela desta campanha foi a tentativa de derrubar a esttua de mais de trs metros de altura do general Milln Astray que existe no centro desta cidade, diante do quartel de Atocha, facto polo qual j foram detidos os trs activistas da nossa organizaom que participaram na acom, e que na actualidade se encontram em situaom de liberdade com cargos e espera de julgamento.

Mas a posibilidade de esta operaom repressiva ter sido fruto do capricho dalgumha instncia militar nom lhe resta importncia nengumha a estas detenons, senom que a agudiza. Ao formularmos esta hiptese, estamos a pr de relevo o poder do militarismo na suposta democracia espanhola, capaz de activar os mecanismos legais que permitem a detenom de cinco jovens, pondo em cima da mesa a possvel ilegalizaom dumha organizaom juvenil. Alis, esta hiptese assenta em consideraons fundadas em factos, como que dous dos detidos na "Operacin Cacharron" j foram detidos umha semana antes por terem partcipado na acom contra a esttua do criminoso de guerra e fundador da Legin, sendo naquela ocasiom presos por membros da Polcia Nacional e levados ante o juiz sob uns cargos muito semelhantes aos que agora lhes imputa a Guarda Civil. A qualquer observador minimamente atento, tem que resultar-lhe estranho que dous corpos policiais fagam um trabalho praticamente anlogo por duplicado. Porm, a acusaom de "associaom ilcita" um salto qualitativo na repressom contra a esquerda independentista galega que deve ser confrontada a partir da serenidade e a contundncia revolucionrias.

Infelizmente, a gravidade dos factos que denunciamos est a deparar com um muro de silncio por parte dos meios de comunicaom convencionais, assim como com a passividade e o olhar para outro lado da maioria das organizaons autoproclamadas de esquerda na Galiza. Em plena campanha eleitoral ao Parlamento autonmico, a detenom de cinco militantes da juventude independentista e socialista galega tivo como nica resposta um apagom informativo para evitar afectar assim a virtual "normalidade democrtica". Os grandes meios de comunicaom agrom coordenadamente seguindo as palavras de ordem do Estado espanhol: nom publicar nada a respeito da operaom repressiva contra BRIGA. A imprensa silenciou totalmente os comunicados da nossa organizaom e os de aquelas que mostrrom a sua solidariedade com ns, dando tam s algum espao ao comunicado emitido pola Guarda Civil. A difusom da informaom dependeu tam s dos meios alternativos da Internet e dos mtodos tradicionais de agitaom, colagem de cartazes e pintadas, nas ruas galegas.

A atitude das foras maioritrias da esquerda institucional e das entidades que se situam nas suas proximidades realmente vergonhenta. Que quem afirma ser pola denncia da repressom espanhola na Galiza nom diga nem umha s palavra sobre uns factos tam sumamente graves d boa mostra da sua estatura moral. Porm, nom de estranhar umha atitude assim de quem tam s daria umha mao esquerda independentista galega se fosse para lhe apertar o pescoo.

Contraditoriamente ao afirmado no "parte de guerra" da Guarda Civil, BRIGA nom est desarticulada, nom tem pensado retirar-se da actividade pblica, nem renunciar aos seus legtimos objectivos tcticos e estratgicos. Continuamos avante na nossa luita pola defesa dos interesses da juventude trabalhadora galega, no quadro da estratgia de libertaom nacional e social de gnero. Continuamos, portanto, ainda com mais fora na difusom do direito rebeliom, na luita por umha Galiza independente, socialista e nom patriarcal.

Ver tambm o especial: STOP repressom!!