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Actualizada em
14/01/14
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Jovens em luita contra a deslocalizaçom no telemárketing

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Julho de 2006

Mais umha vez o sistema capitalista pom em funcionamento a sua maquinária, amosando a sua face mais desumana. Desta volta o verdugo é Jazztel, as vítimas 230 trabalhadoras/es do sector do telemarketing na cidade da Corunha e como vem sendo habitual os papeis de cúmplices som para CCOO e UGT. Achamo-nos ante um novo capítulo de deslocalizaçom, por causa da intençom de Jazztel de transladar postos de trabalho à Argentina, numha nova tentativa de maximizar a maisvalia e aumentar os benefícios a costa d@s trabalhadoras/es, na sua maioria, jovens precarizad@s .

Esta nova agressom à classe trabalhadora tem as suas origens há cinco meses, iniciando-se com o despedimento escalonado d@s trabalhadoras de Teleperformance, reduzindo o quadro de empregad@s até 25% actual, para concluir o fim do contrato no 31 de Julho. Mas a falta absoluta de escrúpulos destas empresas atinge quotas tam altas como para "presentear" este último grupo de 25% de trabalhadoras/es com 30€ para gastar em El Corte Inglés por cada nov@ trabalhador/a que lhes levar o curriculum em nome dela/le para vindouras campanhas e dando-lhes a mesquinha promessa dumha "futura recolocaçom" em Setembro, quando já tenham perdido a antiguidade.

Aos e às trabalhadoras de Teleperformance da campanha de Jazztel somam-se-lhes na rua @s de Stream o vindouro 12 de Setembro, ascendendo a deslocalizaçom de Jazztel a um total pola volta dos 700. Neste último caso o Capital e os sindicatos ao serviço da patronal cometérom o erro de nom escalonar os despedimentos para dividir forças. Assim, o 6 de Julho o comité de empresa, composto por UGT e CCOO, enviava um correio interno anunciando sem rubor que já fora fechada a negociaçom com a empresa em que se combinava o despedimento massivo de trabalhadoras/es da campanha de Jazztel, sendo este o primeiro momento em que se tinha a confirmaçom oficial da "boa notícia", anteriormente já tinham circulado pola empresa rumores de que os postos de trabalho iam ser deslocalizados para a Argentina, mas em nengum caso se comentou que os sindicatos estavam a negociar o futuro laboral d@s trabalhadoras/es de costas a estas/es.

Após receber o correio interno, começa a organizaçom d@s trabalhadores/as à margem d@s representantes sindicais na defesa dos postos de trabalho que ligeiramente tinham sido negociados polos sindicatos cúmplices do Capital. O primeiro chamamento é a umha concentraçom o 15 de Julho às 12 horas da manhá na corunhesa praça de Maria Pita, com umha inusitada presença dos meios de imprensa nos dias arredor desta data, de aqui em diante celebram-se assembleias de trabalhadoras/es, e chamamentos à solidariedade d@s companheir@s de outras empresas de telemarketing (sendo na cidade da Corunha onde este sector tem a presença mais alta do Estado espanhol. Fam-se comunicados de imprensa, rádio e televisom local, e soma-se o apoio da CIG e de CGT.

Infelizmente os representantes sindicais na empresa de CCOO e UGT chamam à desmobilizaçom contra a primeira concentraçom e tentam convencer os e as trabalhadoras para nom participar, apelando ao acordo assinado com a empresa para a recolocaçom de alguns companheiros/as. Mas ao comprovar o número de trabalhadoras/es comprometidos e a repercussom nos meios de comunizaçom estes sindicatos reagem e decidem apoiar as mobilizaçons.

Com o objectivo de recuperar os postos de trabalho ameaçados pola deslocalizaçom e os que se orientam a um futuro simiar, como os de Atento de Telefónica para o Peru, Eurocen de Movistar também para a América do Sul, todos eles localizados na Corunha, há que demonstrar ao Capital que os e as trabalhadoras nom vam ficar calad@s.

BRIGA sauda e aopia as mobilizaçons e a auto-organizaçom d@s jovens trabalhadoras/es, animando-@s a continuar no caminho de enfrentamento de classe, única direcçom que nos levará à dignidade como povo trabalhador que merecemos.