BRIGA, organiza�om juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
14/01/14
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Entrevistamos jovem condenada em Ponte Vedra polo seu compromisso antimilitarista

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Especial Nom mais julgamentos a antimilitaristas

Dezembro de 2009

BRIGA entrevista Antia Marinho, jovem antimilitarista recentemente condenada, junto com outros dous companheiros, ao pago total de 9.000 euros em multas por despregar umha faixa com a legenda BRILAT FORA no pontevedrs estdio de Passarom.

BRIGA. O passado 10 de Setembro celebrou-se o julgamento no que ti e dous jovens mais enfrentavades umha sanom total de 12.000 euros por despregar umha faixa antimilitarista no estdio de Passarom de Ponte Vedra. Como xurdiu a ideia dessa actividade?

Antia Marinho. O desprege da faixa no estdio foi umha das actividades enmarcadas na intensa campanha de denncia e solidariedade com @s trs jovens acusad@s de ameaas e injrias ao Exrcito e maltrato s Foras Armadas, que enfrentavam umha petiom fiscal de 2190 de multa e um ano de prisom cada um/umha. A escusa foi a participaom numha mobilizaom de protesto ante um posto de captaom de jovens, na Alameda de Ponte Vedra em Junho do 2006, dentro da campanha publicitria polo seu 37 aniversrio.

Essas acusaons resolviam-se meses mais tarde com a absolviom plena de um dos companheiros e a condena do resto por injrias.

B. Qual foi finalmente a sentena polo despregue da faixa?

A.M. Estamos condenad@s ao pago total de 9000 euros. Como vedes, executou-se a perfeiom o papel da Comissom contra a Violncia, a Intolerncia e a Xenofobia nos Desportos, organismo especializado na censura e perseguiom das reivindicaons sociais em qualquer espao desportivo.

Esta desproporcionada quantidade exemplifica com claridom a hipocrisia de um governo que, autodenominando-se democrtico, criminaliza e pena a simples liberdade de expressom.

B. Qual achas que a funom dessa Comissom contra a Violncia, a Intolerncia e a Xenofobia nos Desportos?

A.M. Os factos demonstram que o objectivo real acalar as vozes dissidentes e de denncia nos estdios desportivos.

Nom somos, nem muito menos, umha excepom. Dous membros da Associaom em Solidariedade com o Kurdistm eram multados em 2006 a um total de 8000 euros por exibir umha faixa com a legenda Freedom for Kurdistan durante um partido de futebol no estdio de Balados em Vigo. Mas poucas ou nengumha som as condenas ante a violncia fascista ou racista nestes mbitos, mais bem som permitidas e consentidas polos grandes clubes e meios de comunicaom.

Evidenciando assi o servio ao ltimo beneficirio, o capitalismo espanhol. Com organismos e leis como stas mantem-se sob controlo um dos instrumentos de alienaom mais efectivo no Estado espanhol, o desporto de massas. fcil compreender que nom vam permitir que as pessoas comprometidas com a esquerda anticapitalista e a defesa dos seus princpios ergam a voz no que eles consideram o seu perfeito feudo apoltico.

B. Ponte Vedra umha das comarcas galegas com maior presena militar. Existem iniciativas antimilitaristas na comarca?

A.M. Alm desta campanha desenvolvida por BRIGA, nos ltimos meses h outras iniciativas na comarca, como o foi a campanha da Coordenadora de Ponte Vedra Contra a Guerra que com motivo do 60 aniversrio da OTAN denunciou o vergonhento papel que desenvolve no mundo esta maquinria supraestatal imperialista.

H que destacar tambm a luita d@s vizinh@s de Salcedo, Figueirido e Vila Boa, que levam mais de um ano mobilizando-se contra a imposiom da faixa de segurana, que conleva umha ampliaom do permetro da BRILAT at um total 2.880 hectreas, com afectaom de numerosas vivendas, agressons militares a vizinh@s e destruiom de monte comunal e monumentos de elevado valor patrimonial como som as mmoas e petroglifos da zona.

B. Num marco de crise como a do periodo actual, at que ponto cres que o Exrcito Espanhol est a se beneficiar da precariedade laboral da juventude galega?

A.M. No ltimo ano houvo um aumento do 98% no nmero de recrutamentos na comarca. O exrcito espanhol claramente um dos grandes beneficirios.

Numha cojuntura na que a precarizaom laboral alcana quotas maioritrias e as perspectivas de acadar umha mnima estabilidade laboral ficam mui longe, a juventude galega menos consciente, bombardeada por informaom errnea, chega a considerar o exrcito profesional como umha opom vlida para arranjar o seu futuro, como se realmente fosse um trabalho, quando o que fam vestir o hbito de mercenrios em rgime de obedincia cega a umha hierarquia militar herdeira do franquismo.

Mas tambm nom algo novo: Historicamente, os exrcitos burgueses nutrirom-se das camadas do populaom objetivamente mais interessadas em modificar a sociedade, fornecendo paradojicamente um dos instrumentos encarregados de perpetuar as opressons que sofrem como parte da classe trabalhadora.