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Actualizada em
14/01/14
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A juventude clamou Good Bye Ratzinger!

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Novembro de 2010

Nom a primeira vez, e decerto nom ser a ltima, que a celebraom de determinados eventos som impostos no nosso Pas a golpe de estado policial e propaganda desinformativa. Nesta dcada que expira numhas semanas encontramos numerosos exemplos: A cimeira dos ministros da UE organizada em Compostela, as visitas de responsveis polticos culpveis de genocdios como o iraquiano (caso de Jos Mara Aznar), de catstrofes como a do Prestige (Mariano Rajoy), ou de figuras-chave para o actual regime aupadas no poder durante o tardo-franquismo como o bourbon Juan Carlos.

Sempre que algum dos sumos carceleiros da humanidade anuncia a sua visita Galiza, o melhor do nosso povo fecha punhos e sai rua em mostra de repdio colectivo. A aparente normalidade que revistem estas visitas condimentada nos mdios para enmudecer todas e cada umha das vozes de rechao. Desde meses antes da anunciada visita do embaixador dos violadores, as empresas de comunicaom ensairom umha titnica campanha que pretendia obviar a oposiom de boa parte da sociedade galega visita de Bento XVI.

Nom o conseguirom. Mali ao constante bombardeio da imprensa, a pesar dos constantes chamamentos de Feijoo para lotar estabelecimentos hoteleiros e restaurantes compostelanos; as reiteradas tentativas de converter a visita de Ratzinger no broche de ouro do ano jacobeu fracasrom. A intensa campanha pola chegada do predicador do terrorismo machista esbanjou mais de 10 milhons de euros (que saissem luz), dos quais 3 venhem directos do atraco s arcas pblicas. Paralizou-se o trfego, impuxo-se a presena de mais de 6.000 efectivos da Polcia Nacional e da Guarda Civil, suspendrom-se os direitos de livre circulaom, de manifestaom e de livre expressom, dissolvrom-se concentraons, espancrom-se jovens, mulheres e militantes LGBT Tentrom reprimir e silenciar como pudrom o que um segredo a vozes: Esta seita cristi est a perder os seus feudos a enorme velocidade, e a Galiza nom umha excepom.

Esta afirmaom especialmente certa entre a juventude, que percebe Igreja catlica como umha instituiom autoritria, anacrnica, reaccionria e raivosamente machista e homofbica. A mocidade galega assiste com alegria ou indiferena ao esmorecimento dumha Igreja cmplice de genocdios, guerras e invasons; absolvidora de violadores e pedfilos, que tenta por todos os mdios aferrar-se sua antiga funom de disciplinamento ideolgico e opressom patriarcal, procurando cortar a hemorrgia de privilgios e concissons das que desfrutou durante sculos.

A sua incapacidade para adaptar-se s novas formas e modos do capitalismo em constante e rpido cmbio est a provocar umha rpida queda da sua passada utilidade para boa parte da burguesia no centro capitalista. Mali isto, e no caso do estado espanhol tambm, este processo est a fazer agromar profundas contradions que se reflexam no enconado enfrentamente entre os diferentes gestores polticos do mercado chamado Espanha.

Por umha banda, existe umha clara continuidade na influncia ideolgica (e tambm poltica) da Igreja espanhola aps a reformulaom do franquismo, j que mantivo activos parte dos mecanismos do nacional-catolicismo sobre a intelectualidade, o mundo cultural e a regulaom de diversos hbitos sociais. Por outra banda, para este processo determinante a procedncia ideolgica da esquerda que se vendeu ao fascismo (PC), e a do novo partido obreiro criado a golpe de talonrio na Transiom ao franquismo sem Franco (PSOE). Ambos possuem no seu ADN um claro anticlericalismo burgus, nascido da crescente incapacidade da Igreja, cada vez com menor influncia sobre as novas massas de trabalhadores/as explorad@s. De a a actual pugna entre diferentes blocos de poder: Um representado pola burguesia mais progressista ligada ao PSOE e outras expressons da social-democracia; e um outro herdeiro directo do golpismo militar, a direita mais recalcitrante e nostlgica do fascismo representada polo PP, Falange, etc.

As sucessivas mobilizaons convocadas pola Conferncia Episcopal e apoiadas pola direita som a expressom do contnuo golpe e contragolpe mantido entre a Igreja catlica e o governo de Zapatero, que tivo no prprio 6N o seu ltimo round. A ausncia do presidente espanhol desairava a visita do embaixador integrista, vez que lhe chiscava o olho direita apoiando a ocupaom militar espanhola no Afeganistm. Logo chegou a contra com a resposta airada do Ratzinger, que acusou de anti-clericalismo ao governo estatal, para depois continuar com um directo mandbula fazendo umha odiosa comparaom com a situaom na II Repblica, umha velada e macabra insinuaom sobre o que acontece quando o poder poltico se mete com os inquisidores. Especial menom merece o combo duplo proposto polo sucessor do Bourbon. O prncipe dos espanhis aproveitou a ocasiom para actualizar a velha aliana da monarquia com a Igreja expressando-lhe ao ex militante das juventudes hitlerianas o seu grande compromisso com a paz, a liberdade e a dignidade.

Frente a isto, a juventude galega mais consciente, e com especial destaque para as mulheres, estivemos na rua denunciando este circo institucional que acaparou boa parte da atenom meditica sobre a Galiza, servindo indirectamente para maquilhar as nefastas cifras de paro e o impacto brutal da crise na nossa economia produtiva. A militncia anti-patriarcal cenificou em duas mobilizaons a oposiom frontal presena na nossa naom do representante do patriarcado no planeta, num digno exerccio da defesa feminista contra a ofensiva machista e homofbica que est a recrudecer-se por todo o mundo.

Mais umha vez, fechamos os punhos e saimos rua. s questom de tempo que nos obriguem a repeti-lo de novo.