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Actualizada em
14/01/14
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Entrevistamos os militantes da CIG detidos o 29S em Ferrol

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Janeiro de 2011

Desta vez o COMBATE, vozeiro comarcal do Grupo de Base em Trasancos, quixo entrevistar aos dous militantes da CIG detidos nas ruas de Ferrol o passado 29 de Setembro durante o desenvolvimento da greve geral. Francisco Martins, de 33 anos, alterna longos perodos no desemprego com eventuais trabalhos de pintor e camareiro, e Srgio Rodrigues, 30 anos, delegado sindical pola CIG na empresa de manutenom de parque e jardins do Concelho de Ferrol. Dous trabalhadores com mentalidade rebelde e juvenil que manifestrom o seu rechao reforma laboral anti-obreira do PSOE com a luita na rua.

COMBATE.- Consideravades necessria a greve geral do 29-S? Que vos motivou a participar nela?

Francisco.- Achava muito necessria umha resposta de rua contra as agressons que estamos a sofrer como classe trabalhadora. Eu, ao igual que outra muita gente, mostramos colectivamente o nosso rechao a esta reforma laboral porque tinhamos muita raiva contida e havia que mover-se.

Srgio.- Nom podia ficar impassvel ante umha agressom deste tipo, a reforma laboral bota muitos anos atrs as conquistas da classe obreira. A resposta demorou em chegar mas era muito necessria, havia que dar-lhe vida luita sindical de rua, que semelhava pouco dinmica at o momento.

COMBATE.- Em que momento e como se produzrom as vossas detenons a maos da polcia espanhola?
Francisco.-
Formava parte do amplo piquete de trabalhadores/as organizado ante a estaom de autocarros e comboios da cidade. Umha vez comprovado que o servio de transporte estava paralisado polas barricadas ali feitas, marchei de ali tranqilamente junto a outros companheiros mentres a polcia espanhola nos comeou a perseguir. Quando me detivrom, altura do centro de sade, fum espancado violentamente, algemado e menosprezado com todo tipo de insultos polos fardados.

Srgio.- Eu tambm estava no piquete da estaom quando nos dispunhamos a ir cara ao centro comercial Alcampo a paralisar a actividade. Fum surpreendido por umha carga que realizou a polcia espanhola sem mediar provocaom ao sair da estaom de autocarros. Ficava claro que queriam colher a algum, estavam muito acelerados.

COMBATE.- Na mesma jornada da greve e durante as vossas detenons que lions pudestes tirar? Recebestes a necessria solidariedade de classe ante este acontecimento?
Francisco.-
Nas seis horas que passei detido deu-me tempo a reparar na situaom pola qual passei. A brutalidade da polcia, os seus insultos e intimidaons s me davam fora para reafirmar-me no meu papel de grevista, como defensor da dignidade obreira frente os cans fascistas da burguesia.

Tinha a incertidom se sabiam fora que estavamos detidos ou nom, mas passadas um par de horas j sentim a presena de companheiros da CIG na esquadra policial perguntando por ns.

Srgio.- A nossa detenom pola polcia algo injusto porque ns estavamos na rua para defendermo-nos como classe contra estas medidas do governo favorveis patronal.

Desde dentro da esquadra era difcil saber se a gente estava a denunciar a nossa situaom desde fora. Quando chegou o advogado tambm pudem ver a companheiros do sindicato.

COMBATE.- H umhas semanas foi julgado em Ourense um outro sindicalista da CIG detido na greve do 29S e foi condenado a 8 meses de prisom por resistncia autoridade. A dia de hoje qual o facto que se vos imputa concretamente? Olhades algumha outra intencionalidade com este tipo de medidas repressivas?

Francisco.- Quando fum detido me dixrom que me iam imputar de todo. At que veu o advogado nom sabia de que estava acussado e foi quando me informrom que estava sob os crregos de resistncia autoridade, desobedincia, vandalismo, e mais que nom lembro. Com todos aqueles factos imputados s dava a entender que queriam infligir um castigo exemplarizante para os grevistas mobilizados o 29S.

Srgio.- Tambm me queriam empapelar de todo, mesmo umha garrafa de gasolina e outras cousas que se encontraram queriam atribuir-mas. A dia de hoje j recebemos notificaom do julgado de Ferrol para realizar o juzo, o 21 de Janeiro, no que nos imos sentar no banco dos acussados sob o crrego de desordens pblicas.

COMBATE.- E depois do 29-S, que?, achades necessria mais umha greve geral na Galiza?

Francisco.- Eu tenho-o claro. H que seguir botando-se rua para combater este tipo de agressons. A resposta nom deve ficar no 29-S e desta jornada de luita saimos com orgulho para seguirmos defendedo a nossa classe.

Srgio.- A resposta do 29S chegou um pouco tarde mas estava claro que deviamos sair rua a pelejar polos nossos direitos como trabalhadores. Devemos pressionar s dirigncias sindicais para a convocatria dumha nova greve geral posto que tenhem a responsabilidade de faz-lo sabendo a situaom pola que est a atravessar a realidade laboral do conjunto da classe obreira galega.

COMBATE.- Bem, pois mais nada, se quigerdes engadir algo mais

Francisco, Srgio.- Vemo-nos na vindoura greve geral!!